Com ‘quebra’ de 38%, Sidrolândia perde 2ª posição na produção estadual de milho safrinha

Produtores sidrolandenses colheram na safra encerrada em agosto, 663.242 toneladas, uma produção 27.75% menor.

Com ‘quebra’ de 38%, Sidrolândia perde 2ª posição na produção estadual de milho safrinha - Foto: Pixabay

O relatório final sobre a safra 2018 do milho safrinha confirmou os prognósticos dos produtores: a seca afetou bastante o desenvolvimento das lavouras em Sidrolândia, comprometendo a produtividade, que teve redução de 38% sobre o desempenho do ano passado: caiu de 95,1 sacas por hectare para 59 sacas.

Com isto o município perdeu o posto de segundo maior polo estadual da cultura, posição que vinha mantendo há várias safras, embora a área plantada tenha sido ampliada de 179 para 187 mil hectares de um ciclo de produção para outro.

Conforme os números apurados pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja), que enviou técnicos para coletar dados in loco nas lavouras de todo o Estado, os produtores sidrolandenses colheram na safra encerrada em agosto, 663.242 toneladas, uma produção 27.75% menor que a de 2017, quando atingiram a marca de 918.084 toneladas.

A cidade perdeu a vice-liderança para Dourados, onde, embora a área plantada tenha sido 27 mil hectares menor que a local (160.173 hectares ante 187 mil hectares), foram colhidas 874 mil toneladas, um volume superior à de Sidrolândia. A produtividade douradense foi maior, 91 sacas, ligeiramente inferior as 108 sacas do ano passado, quando a produção foi de 728 mil toneladas em 125 mil hectares.

Maracaju continua como o maior polo de produção, embora tenha registrado queda: colheu 882.337 toneladas em 221.801 hectares, com 66,3 sacas/há de produtividade. Em 2017, os produtores da cidade vizinha colheram 1,409 milhão de toneladas em 251 mil hectares, com produtividade 104,1 sacas por hectare.

Panorama estadual

Mato Grosso do Sul produziu 7,838 milhões de toneladas de milho 2ª safra 2017/2018, com média de 70,13 sacas por hectare. As condições climáticas, principalmente a falta de chuvas durante o cultivo, prejudicaram o andamento da safra que terminou com queda de 25% em relação a 2016/2017, quando o Estado produziu 9,8 milhões de toneladas com média de 98,3 sacas por hectare. O balanço da safrinha foi apresentado pelo vice-presidente da Aprosoja/MS (Associação de Produtores de Soja de MS), André Dobashi, durante o lançamento do Showtec.

“Os projetos de atuação da Aprosoja, como Siga/MS e Soja Plus, estão aí para evidenciar nossos dados. Mesmo em um ano ruim, atingimos 70 sacas de média no milho. Enfrentamos quase 50 dias de seca, justo no momento crítico, reprodutivo da planta. Isso mostra que superamos um desafio, o de empregar tecnologias em um ano ruim”, relata Dobashi.

Os dados do Siga/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) também foram apresentados pelo presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke à Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e mostram que apesar da queda, os números estão acima do esperado.

Com a quebra de safra, a expectativa da Aprosoja/MS era colher 66 sacas por hectare, mas o presidente Juliano Schmaedecke afirma que o uso de tecnologia na agricultura diminuiu os impactos da estiagem. “Percebemos que os investimentos feitos pelos produtores nos últimos dez anos, em fertilidade e genética, asseguraram um bom resultado mesmo com as condições climáticas complicadas”, explica.

A área plantada com milho safrinha se manteve em 1,8 milhão de hectares em Mato Grosso do Sul. Houveram variações nas produtividades de determinadas regiões, sendo 118,4 sacas por hectares a maior registrada. Para acompanhamento da safra, técnicos do Siga/MS visitaram 2.978 propriedades que cultivaram milho.