Calazans não vê agressão de rubro-negros como motivação para Fla-Flu: "Fato isolado"

Atacante retornou aos campos na segunda, após 1 ano e 2 meses afastado em razão de duas cirurgias no joelho.

Marquinhos Calazans em arracanda pela esquerda em Fluminense x Paraná - Foto: Lucas Merçon

Em 13 de dezembro de 2017, na noite da final da Copa Sul-Americana entre Flamengo e San Lorenzo, Marquinhos Calazans foi agredido por dois torcedores rubro-negros em uma lanchonete em Vista Alegra, zona norte do Rio de Janeiro, e precisou operar o joelho direito novamente. 

Na última segunda-feira, o atacante de 22 anos retornou aos campos, um ano e dois meses depois da primeira cirurgia. No próximo sábado, o jovem jogador terá a chance de reencontrar rubro-negros, mas dessa vez adversários. Em coletiva nesta quarta, Calazans, porém, fez questão de não fazer ligações entre a agressão sofrida em 2017 e o Fla-Flu: 

- Não tenho motivação a mais por conta da agressão. Foi um fato isolado. Poderia ser qualquer outro time. A motivação é o jogo. Quando tem clássico, tem aquele gosto especial. É a maior rivalidade do estado. Então, a vontade de ganhar é maior – explicou Calazans, que após o jogo contra o Paraná já havia perdoado seus agressores. 

Calazans contou também sobre o sofrimento do período afastado dos campos e o prazer em poder retornar. 

- Fiquei um ano e dois meses parado. Foi maravilhoso poder jogar, fiquei feliz. O sentimento foi o melhor possível. Eu senti muita dor, beirava o insuportável, especialmente após a segunda operação. 

E voltou a falar que pensou em parar: 

- Depois do acontecido, eu pensei muita coisa. Realmente, ocorreu de parar de jogar. Mas as pessoas me deram força. Isso é passado. Estou há oito anos no clube. A relação que tenho aqui é muito boa. Só tenho a agradecer ao Douglas, ele me ajudou muito.