Parte da venda de Paquetá entra no cofre em 2019; valores podem ser turbinados em até € 10 mi

Acordo prevê pagamento de sinal após assinatura e maior parte dos € 35 mi já com novo presidente no clube.

Paquetá comemora gol contra o Corinthians na semana passada - Foto: Marcos Ribolli / GloboEsporte.com

A despedida é iminente, mas não será agora que Lucas Paquetá romperá o cordão umbilical com o Flamengo. A relação do meia com o clube vai além dos 10 jogos finais do Brasileirão e se prolongará pelos primeiros meses de 2019, quando o Milan quitará os € 35 mi por sua compra, com possibilidade de incremento de € 10 mi de acordo com a performance do jovem. 

Dono de 70% dos direitos econômicos, o clube brasileiro tem direito a € 24.5 milhões. Se é abaixo da multa para o exterior, trata-se de mais do que o dobro dos R$ 50 milhões previsto para transferência no mercado nacional. 

O acordo conta ainda com variável de até € 10 mi (também dividido em 70/30 entre Flamengo e Lucas Paquetá/Brazil Soccer) de acordo com bônus. Metas individuais e coletivas estão estipuladas para os cinco anos de contrato. 

Títulos do Milan, classificação para Champions League e desempenho em competições europeias gerarão o pagamento de valores a medida que forem alcançadas. Há também o que depende exclusivamente de Paquetá, como jogos como titular, minutos em campo, gols e prêmios individuais. 

Desde a janela do meio do ano, havia a previsão no Flamengo de que Paquetá não emplacaria o Réveillon vestindo vermelho e preto (não o carioca). As oportunidades de mercado iam ao anseio do jogador e do clube, e a Copa do Mundo permitiu que a venda fosse adiada. 

O Mundial deixou o mercado aquecido e mais curto, já que os grandes clubes focaram nas movimentações após a final de 15 de julho. Com a perda de Vinicius Júnior, o Rubro-Negro buscou consenso com os representantes de Lucas de mantê-lo até o fim do ano. Esperar até lá para dar início às conversas, porém, nunca foi uma possibilidade. 

Dado o consenso da venda no intervalo entre uma janela e outra, Flamengo e jogador descartaram qualquer possibilidade de conversa visando uma renovação de contrato. 

A expectativa desde então era de que a negociação fosse concluída até o fim de outubro - como aconteceu -, independentemente de questões políticas do clube. Por mais de uma vez, Ricardo Lomba falou em venda pela multa rescisória. A perda, por sua vez, vinha acompanhada de resignação - tanto que o candidato já admitiu mapear o mercado por substitutos. 

A conclusão imediata também era desejo do jogador, intensificado após a presença no início do ciclo para Copa de 2022 e elogios de Tite. A transferência para Europa é vista como um salto que ajudará na afirmação com a camisa amarela. 

Definido isso, clube e jogador esperavam um clube que alcançasse o valor previsto pelo mercado - não o da multa -, que, de acordo com estudo, giraria nos € 35 milhões ofertados pelo Milan. Manteremos os valores em euros pela variação de cotação da moeda no Brasil e, principalmente, porque o montante não entra de imediato no caixa rubro-negro. 

Detalhes finais 

Flamengo e Milan discutem detalhes finais na forma de pagamento, mas sabe-se que tem um sinal previsto para novembro e a grande parte a partir de janeiro, quando Paquetá segue para Itália. A esta altura, o clube já estará sob nova direção: Ricardo Lomba ou Rodolfo Landim. 

Exames realizados - resta a última bateria programada para a manhã desta quinta-feira - acordos costurados, falta apenas a assinatura de Lucas Paquetá para que Flamengo e Milan oficializem o acordo e comentem o assunto abertamente. O jogador treinou normalmente no CT do Ninho do Urubu, e ambas as partes ainda não se pronunciaram de forma pública. Será o próximo passo de uma relação que só terminará com a quitação da compra em 2019. Ou não. Dependerá do que o camisa 11 mostrar em campo.