Jair protege Léo Santos, admite Jonathas mal e aprova Sheik

A mais polêmica das escolhas talvez tenha sido a de Jonathas.

- Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Jair Ventura resolveu arriscar ao escalar um time na final da Copa do Brasil que jamais havia sido testado antes, ou sequer treinado junto. Gabriel, Emerson Sheik, Jonathas e um sistema tático diferente foram as apostas do sucessor de Osmar Loss. Pedrinho, Clayson e Mateus Vital entraram apenas no segundo tempo.

O resultado não foi o esperado. O Corinthians virou o primeiro tempo perdendo para o Cruzeiro, sem assustar o goleiro Fábio, com exceção a uma cabeçada do zagueiro Henrique, e nem mesmo na base do abafa fez o suficiente para evitar a derrota na etapa final.

Sobrou, então, explicações a Jair Ventura. Primeiro, o treinador evitou se alongar ao responder sobre a opção por Gabriel, jogador com característica de marcação e pouco eficiente na hora de participar das ações ofensivas, mesmo com Douglas à disposição.

“Escolha pelo Gabriel foi pelo último jogo, gostei contra o Cruzeiro, pelo que ele apresentou contra o Inter. Por isso a escolha”, disse, aproveitando para sair em defesa do zagueiro Léo Santos, principal responsável pelo primeiro gol mineiro em Itaquera.

“Grande atleta, jogador jovem, mas hoje os veteranos também cometem erros, e toda responsabilidade de erro individual é minha, porque sou eu que escalo. Pode botar na minha conta”.

A mais polêmica das escolhas talvez tenha sido a de Jonathas. O centroavante ainda não conseguiu justificar sua contratação no Corinthians e, nessa quarta, voltou a decepcionar. Até Jair Ventura reconheceu que não gostou do que o forte jogador produziu.

“Nós temos um camisa 9 de oficio, precisávamos de dois gols, de profundidade, o Roger e Matheus (Matias) não podem jogar e, dentro do elenco, não temos outro camisa 9. A entrada dele foi para dar profundidade para a equipe”, comentou o técnico.

Emerson Sheik, apesar de seus 40 anos de idade e toda a desconfiança sobre seu rendimento, foi o único que satisfez tanto o comandante como a torcida, que o aplaudiu quando substituído na etapa final.

“A gente sabia que não vinha o Egídio (suspenso). Ele (Sheik) não teria essa obrigação de acompanhar o lateral, por isso a entrada do Emerson por esse lado. E ele fez uma grande partida. A gente não gostou muito do Jonathas, mas gostamos muito do Emerson. Foi boa a situação. Nós fizemos o que achávamos melhor. Não vencemos, mas conseguimos trabalhar bastante no campo ofensivo. O Cruzeiro não se sentiu confortável em nenhum momento. Tanto que o Cruzeiro fez dois gols em erros nossos”, concluiu o Jair Ventura.