Atlético-PR será julgado no STJD, nesta sexta-feira, por ação antes das eleições

Clube é acusado de infringir artigo do regulamento da competição ao colocar em jogadores camisa com manifestações política.

Paulo André foi o único jogador a se negar a expor a camiseta na ação do Atlético-PR — - Foto: estadão conteúdo

O Atlético-PR vai a julgamento nesta sexta-feira pela ação realizada antes das eleições, na partida contra o América-MG, no Brasileirão. Os jogadores do clube entraram em campo com uma camiseta amarela com o texto "# Vamos todos juntos por amor ao Brasil". O clube também alterou a frase de uma faixa na Arena da Baixada tirando a palavra "Furacão" e colocando "Brasil".

O Atlético-PR é acusado pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de infringir o terceiro parágrafo do artigo 4º, do Regulamento Geral de Competições (RGC). Nele é definido que compete à entidade aprovar ou rejeitar a realização de ações e manifestações em geral pelos clubes. O GloboEsporte.com apurou que o Atlético-PR chegou a fazer o pedido para a CBF, mas fora do prazo mínimo de 48 horas e teve ele negado.

Na denúncia, a procuradoria diz que o ato político não foi citado por não existir amparo legal ou de regulamento para manifestações de clubes. No entanto, afirma que houve intenção direta do clube em violar a regra do RGC.

Em manifestação através de rede social, o presidente do Atlético-PR,Mario Celso Petraglia, disse que a ação era um ato político e não partidário. Ele ainda prometeu realizar outros. Petraglia já se posicionou como eleitor do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

A multa prevista é de até R$ 100 mil, e o Atlético-PR é reincidente em ações sem autorização da CBF desde que colocou o goleiro Santos para usar um telefone celular segundos antes do jogo. Um dia depois, em entrevista coletiva, informou que fazia parte de uma campanha de conscientização no trânsito em conjunto com o UBER, patrocinador do Atlético-PR.