Três são presos com 1 tonelada de droga e cadelinha acaba órfã

Moli estava junto com trio preso em hotel de Campo Grande suspeito de tráfico de droga.

Cadelinha estava junto com trio durante transporte de maconha - Foto: Geisy Garnes

Três pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (1º), em Campo Grande, suspeitas de transportarem 1 tonelada de maconha. Uma cadela da raça buldogue, que seria vendida em São Paulo, foi encontrada junto com o trio e ficou órfã. 

De acordo com o delegado Pablo Gabriel Faria da Silva, da Denar (Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico), policiais rodoviários federais do posto de Água Clara se deslocavam na noite de quarta-feira pela BR-262 para uma ocorrência quando passaram por dois veículos, uma Chevrolet S10 e uma Honda Fit. 

A S10 era conduzida por Patrick Souza, de 20 anos, e no outro veículo estava o casal Renato Adriano dos Santos Silva, de 37 anos, e Maria Noemi Ojeda, de 45 anos, além da cadela batizada de Moli. Ao se depararem com as viaturas da PRF, os dois veículos retornaram pela rodovia. 

Os policiais perceberam o movimento e acionaram a Denar, que ficou com equipe de prontidão na saída para Três Lagoas. As equipes avistaram os dois veículos encostando em um hotel. Patrick e Renato conversaram rapidamente e o trio entrou no estabelecimento. Os policiais se depararam com a carroceria e cabine da S10 lotadas de droga. 

O trio passou a noite e tomou café da manhã no hotel, deixando o local somente por volta das 10h de hoje. Os três foram presos em flagrante. Durante a abordagem as duas forças policiais encontraram 1.082 kg de maconha na S10. Os dois veículos tinham rádio comunicador. 

Patrick confessou que pegou a droga em Ponta Porã, levaria a carga até Três Lagoas e receberia R$ 10 mil pelo transporte. 

O casal negou qualquer envolvimento com o transporte da droga, mas não soube explicar a presença do rádio comunicador dentro do carro. Renato disse que tem o carro há cerca de um ano e já foi parado em rodovias em outras ocasiões pela polícia. 

Ele contou que tem um canil na região de fronteira com o Paraguai e levaria a cadela para São Paulo para vendê-la e que toda a conversa de negociação está registrada em mensagens no celular. Segundo ele, o animal está avaliado em R$ 10 mil. “Não preciso disso [droga] para viver”, afirmou. 

A presença do animal dentro da delegacia criou um impasse. Com a prisão do casal, a polícia aguarda se familiares ou amigos irão buscar Moli. Segundo o delegado, não há espaço para Moli e como sexta-feira é feriado, ninguém poderá ficar encarregado de cuidar dela. Uma opção é acionar o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). 

Noemi afirmou que tem uma lavanderia em Pedro Juan Caballero e que mora em Ponta Porã. Ela contou que passa dias viajando, justificou ter cidadania espanhola, e negou participação no transporte da droga. 

A polícia acredita que a droga seria levada para São Paulo, onde Moli seria vendida, ou Belo Horizonte. A S10 foi roubada em Aparecida do Taboado e estava com placas falsas da capital mineira.