Governo Bolsonaro terá tolerância zero com invasões, avisa Tereza Cristina

A futura ministra defendeu a reformulação da política de reforma agrária no Brasil durante coletiva de imprensa.

Para Tereza a insegurança jurídica freia os investimentos dos produtores. - Foto: Marcos Tomé/Região News

O governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, vai adotar política de “tolerância” zero com as invasões de terra promovidas pelos chamados movimentos sociais.  “O presidente não vai titubear em relação a invasões, seja de sem-terra, indígenas ou qualquer outro tipo de invasão a propriedade privada, vai cumprir o que a lei determina”, anunciou.

A futura ministra defendeu a reformulação da política de reforma agrária no Brasil durante coletiva de imprensa. O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) será incorporado ao Ministério da Agricultura, “porque o ministério cuida tanto dos grandes produtores, quanto dos pequenos”.

Para Tereza a insegurança jurídica freia os investimentos dos produtores. Ela lembra que em Mato Grosso do Sul há 140 áreas consideradas invadidas e que o conflito do campo afasta investidores estrangeiros. “Nossa prioridade é a segurança jurídica no campo, para criar um ambiente de negócios favorável”.

Em Sidrolândia, 100 famílias ocupam desde junho uma área da União de 14 hectares (a antiga esplanada) e até agora o Serviço de Patrimônio União sequer entrou na Justiça para pedir reintegração de posse.

Transição – A deputada revelou ainda que a partir da próxima semana terá reuniões com atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para entender o “tamanho do ministério”. “A partir daí vamos fazer nossa proposta de quais pastas podem ser agregadas”.

Na coletiva que concedeu nesta sexta-feira em Campo Grande, ao lado de Tereza Cristina, estava o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Maurício Saito, o secretário de Estado de Governo, Eduardo Ridel, e o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que pode ser convidado pela futura ministra para atuar em Brasília.