Diarista suspeita de participar de latrocínio é morta na frente da filha

A vítima e o ex-marido, Osnei de Carvalho Moreira, “conhecido como Leitinho”, eram investigados pela morte de um idoso.

Movimentação de policiais militares no local onde ocorreu o crime - Foto: Simão Nogueira

A Diarista Aline Lima Machado, 26 anos, foi assassinada a golpes de faca na frente da filha de 9 anos. O crime aconteceu na manhã desta terça-feira (13), na Rua Atenas, no Jardim Inápolis, em Campo Grande. O suspeito pelo crime já foi identificado, mas está foragido.  

A vítima e o ex-marido, Osnei de Carvalho Moreira, 45 anos, “conhecido como Leitinho”, eram investigados pela morte de Gabriel Ricaldes, 74 anos. Osnei, que também era suspeito de matar a tiros um PM, foi morto em confronto com policiais do Batalhão de Choque no mês passado. 

Conforme a sogra de Aline de 46 anos, que pediu para não ter o nome divulgado, a vítima saiu por volta das 7h para trabalhar como diarista, quando recebeu uma ligação da escola informando que a filha dela de 9 anos estava passando mal. Aline, então, desviou o caminho e foi buscar a menina. Na volta, já na rua de casa, foi atacada pelo suspeito.  

Assustada, a criança correu e foi até a casa de uma vizinha pedir socorro. A vítima ainda tentou fugir, mas não conseguiu. Ela foi atingida por várias facadas, entre elas no abdômen e quase teve o pescoço decepado. Segundo o delegado Dmitri Erik Palermo, da 7ª Delegacia de Polícia, o suspeito pelo assassinato é o filho do idoso. “Tudo indica que o crime foi por vingança”, diz. 

Ele contou ainda que durante o período em que Osnei ficou preso, Aline teve um caso com Gabriel Ricaldes. Após sair da cadeia, o ex-marido foi atrás do idoso para acertar as contas e Aline teria facilitado a entrada dele na residência da vítima. Gabriel foi morto espancado e teve cartões de banco e um revólver calibre 38 roubados. Aline tem passagens pela polícia por roubo e posse de droga. 

Crimes - Gabriel foi encontrado morto com vários ferimentos e as mãos amarradas por um dos filhos na casa onde vivia, na Rua Rosa Vermelha, no Jardim Inápolis, no dia 30 de setembro. Osnei era o principal suspeito. Poucos dias depois, na manhã do dia 20 de outubro, Osnei foi morto em confronto com militares, no cruzamento das ruas Jacobina com Aruanã. Ele era procurado por ter matado, um dia antes, com tiro no peito o policial Gilberto Biano Mendes Valiente, 35 anos, em um frigorífico abandonado, no Bairro Indubrasil.