Trump visita a Califórnia neste sábado, onde incêndio deixou mais de mil desaparecidos

Número de mortos já passa de 70.

Operações de resgate em Paradise, na Califórnia - Foto: JUSTIN SULLIVAN / AFP

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, é esperado neste sábado na Califórnia, onde bombeiros continuam a lutar contra os incêndios gigantescos que assolam o estado e deixaram mais de 70 mortos e mil desaparecidos.

O incêndio batizado de "Camp Fire", que começou há mais de uma semana na localidade de Paradise, destruiu cerca de 57.500 hectares.

 

No sul do Estado, perto de Los Angeles, o outro incêndio, o "Woolsey Fire", queimou cerca de 400 mil hectares, incluindo partes do balneário de Malibu, área de moradia de muitos astros e onde três pessoas morreram.

Cerca de nove mil bombeiros foram mobilizados nas duas frentes de fogo e dezenas de milhares de moradores foram evacuados.

Trump disse à Fox News na sexta-feira que "vai ver os bombeiros", enquanto a Casa Branca indicou no dia anterior que ele se encontraria com as vítimas dos incêndios.

A presidência não anunciou a agenda da visita, a segunda do presidente do reduto democrata da Califórnia, desde a sua chegada ao poder em janeiro de 2017.

Este grande estado do oeste americano faz oposição a Trump em muitas frentes, da imigração e meio ambiente até a regulamentação do porte de armas de fogo.

O estado mais populoso do país é também aquele com mais imigrantes indocumentados, alvos frequentes da política presidencial.

Depois que os violentos incêndios tiveram início, Trump denunciou a má gestão das florestas pelas autoridades da Califórnia, esquecendo que a maioria delas está sob controle federal.

Ele também ameaçou cortar os fundos federais, enquanto o Congresso destinou um orçamento de 2 bilhões de dólares para a luta contra os incêndios florestais no ano fiscal de 2018.