Com fronteira nas mãos do crime, Paraguai ataca lavouras de maconha

Mais dois hectares de roças de maconha foram destruídos nesta segunda-feira e incineradas quase nove toneladas da droga

Agentes da Senad incineram maconha em acampamento de traficantes na fronteira com MS - Foto: Divulgação/Senad

A Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) faz nova investida às lavouras de maconha no Departamento de Amambay, na fronteira do Paraguai com o Brasil e ao lado do território sul-mato-grossense.

Roças plantadas no meio da mata foram destruídas ontem e o trabalho continua nesta terça-feira (27). Assim como ocorre em todas as ações, não houve prisões. Contratados pelos traficantes para plantar, colher e embalar a maconha, trabalhadores rurais que cultivam a droga são ignorados pelas autoridades.

Grupos criminosos brasileiros, como PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho, além de traficantes locais, disputam o cotrole do crime organizado na faixa de fronteira que vai de Bela Vista a Mundo Novo. O epicentro da droga fica entre Sete Quedas e Ponta Porã, segundo policiais da região.

Hoje a Senad informou que equipes terrestres estão abrindo novas frentes de luta contra o narcotráfico para dificultar a produção da droga. Quase nove toneladas foram incineradas na operação na Colônia Mbarakaja'i.

Em dois acampamentos localizados nesta segunda-feira, os agentes da Senad descobriram espaços subterrâneos usados para esconder maconha. Quase três mil quilos da droga picada, pronta para ser prensada e embalada, foram encontrados embaixo da terra.

Lavouras que ocupavam dois hectares de terra no meio da mata foram cortadas e queimadas. A maconha destruída nessas áreas renderia pelo menos seis toneladas da droga pronta para o consumo.

No total foram destruídas 8,9 toneladas de maconha, que renderiam pelo menos 268 mil dólares aos narcotraficantes. A Senad anunciou que novas investidas contra as lavouras da droga serão feitas na Linha Internacional, com apoio do Ministério Público e da Polícia Federal brasileira.