Polícia suspeita que chácara perto do CTG era usada como entreposto de droga do PCC

A suspeita de que haja droga enterrada na propriedade exatamente para dificultar a localização.

O objetivo do PCC era deixar a droga por alguns dias no entreposto aguardando o momento adequado de prosseguir viagem - Foto: Divulgação/PC

Com base nos indícios levantados até aqui no curso das investigações, a Polícia acredita que a chácara na região do CTG, que há uma semana serviu de cativeiro para um caminhoneiro e onde, nesta sexta-feira, um rapaz foi preso com 700 gramas de maconha e munição calibre 45 (de uso restrito), servisse como entreposto para o PCC, armazenar a droga trazida do Paraguai. L.A.P.P, o suspeito preso por tráfico de drogas e posse ilegal de munição, é filho de um vereador, não é primário, tem um histórico de prisões pela mesma razão, tráfico de drogas.

Há vários dias a Polícia vinha fazendo campana na chácara, monitorando a entrada e saída de pessoas que não teriam razões para visitar o local, aparentemente abandonado. A suspeita de que haja droga enterrada na propriedade exatamente para dificultar a localização.

O objetivo do PCC era deixar a droga por alguns dias no entreposto aguardando o momento adequado de prosseguir viagem, de preferência, quando não houvesse policiais rodoviários na base operacional na saída para Campo Grande, na BR-060.

Na semana passada, nesta mesma região da chácara, o caminhoneiro Edvaldo Lopes Silveira, de Maracaju, foi atraído pela promessa de um falso frete. Os marginais o renderam, levam o caminhão para a Bolívia, enquanto os comparsas o mantiveram em cativeiro, período em que foi agredido e até baleado na virilha. Até agora, só o autor do disparo, Claudio Henrique Oliveira foi preso.

Nos últimos dias as forças de segurança têm atuado de forma conjunta para reprimir a atuação do PCC. No último dia 28 de outubro membros da organização criminosa raptaram um jovem de 20 anos, Cristofer Mamedes Silva, o torturaram, mantiveram em cárcere privado e iriam submetê-lo a um “tribunal do crime”, além de executá-lo.

O rapaz conseguiu escapar e todos os seus algozes tiveram prisão decretada e estão na penitenciária em Campo Grande. Participaram do “tribunal”, Paulo Roberto dos Santos, o Robertinho, que seria o líder; Lucas Silva de Souza, Guilherme Ferreira, Gabriel Ferreira dos Santos e André Luiz Braga.