Sem repasses do Estado há três meses, hospitais filantrópicos não tem como pagar 13º

No caso de Sidrolândia, a entidade mantenedora tem aproximadamente R$ 225 mil para receber do Estado.

Representantes dos hospitais filantrópicos em reunião na Assembleia. - Foto: Wagner Guimarães/ALMS

Os hospitais filantrópicos de Mato Grosso do Sul, entre eles o Elmiria Silvério Barbosa, só vão conseguir pagar o 13º dos seus funcionários caso o Governo do Estado pague pelo menos uma parte dos repasses que não repassados há três meses.

No caso de Sidrolândia, a entidade mantenedora tem aproximadamente R$ 225 mil para receber do Estado. Sem este repasse, não tem receita para pagar a parcela complementar do 13º, em torno de R$ 60 mil. São R$ 75 mil de repasses, entre o valor da contratualização e a manutenção do Centro de Parto Normal.

Em algumas instituições, como as de Coxim e Aquidauana, a situação é ainda mais grave, porque também não estão conseguindo pagar os salários, os médicos ameaçam entrar em greve.

Na reunião que mantiveram ontem na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, dirigentes das instituições, decidiram recorrer ao Ministério Público na expectativa de intervenção dos promotores. O objetivo é obter uma resposta oficial da Secretaria de Saúde para o pagamento dos atrasados, mas que seja firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que defina uma data limite ao repasse, além de um novo contrato que contemple 13 parcelas, para assegurar o pagamento do 13º salário de seus funcionários.