Mil médicos da Santa Casa paralisam atendimentos por falta de salário e 13º

A previsão é de liberação de R$ 15 milhões, total referente aos atrasados.

Médicos já sabem das dificuldades e que Prefeitura ficou de repassar valores nesta segunda, diz Esacheu Nascimento, presidente da Santa Casa. - Foto: Bruna Kaspary

Cerca de mil médicos pararam os atendimentos nesta segunda-feira (17) devido há três meses de atraso salarial e falta do pagamento da 1ª parcela do 13º salário. O ano de 2018 foi marcado por paralisações e ameaças de greve pela classe, por conta do mesmo problema. A previsão é de liberação de R$ 15 milhões, total referente aos atrasados.

O diretor clínico da Santa Casa, Marcos Tiguman, não soube informar o total de médicos da Santa Casa, mas garantiu que, conforme legislação, 30% continuam em seus postos para atender urgências e emergências.

“O ano todo, enfrentamos problemas com o repasse de salários. Então não estamos parando agora por um problema atual. Os celetistas estão com o salário relativo ao mês e novembro e 13º atrasados. Os demais médicos estão com 2 a 3 meses de atraso salarial”, disse.

O presidente da Associação Beneficente Campo Grande - Santa Casa, Esacheu Nascimento disse que tanto os celetistas quantos os demais médicos já estão sabendo das dificuldades que a hospital passa e que a prefeitura ficou de fazer o repasse, nesta segunda.

“A pretensão é de que o hospital pague R$ 15 milhões, referentes a primeira parcelas do 13º de todos os funcionários e cerca de R$ 3 milhões referentes aos salários dos médicos. Não dormimos com dinheiro de ninguém, se a prefeitura pagar hoje já repassaremos.

A Santa Casa deve receber da Prefeitura R$ 13,8 milhões e segundo a assessoria de imprensa, desse montante, R$ 9 milhões saem do Governo para o Executivo Municipal.

No último dia 14, o MPT/MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) pediu o bloqueio de R$ 6.352.942,87 milhões da Santa Casa, para garantir o pagamento dos salários atrasados e 13º de médicos. Além do descumprimento de acordo entre a entidade e o órgão, firmado ainda no ano passado.

90 dias - Em setembro, outro atraso fez médicos autônomos e pessoa jurídica na Santa Casa de Campo Grande pararem. Isso após o atraso no repasse de produtividade SUS por, respectivamente, 90 e 30 dias.