Produção industrial de MS segue em elevação no mês de novembro, aponta Radar da Fiems

Pelo levantamento, em novembro, 85% das empresas industriais de Mato Grosso do Sul tiveram estabilidade ou crescimento da produção.

- Foto: Divulgação/Fiems

A produção industrial sul-mato-grossense segue em elevação no mês de novembro, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 73 empresas no período de 3 a 12 de dezembro de 2018. Pelo levantamento, em novembro, 85% das empresas industriais de Mato Grosso do Sul tiveram estabilidade ou crescimento da produção, sendo 56,2% com produção estável e 28,8% com crescimento.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que, no mês de outubro, esse resultado ficou em 86,4% e com uma participação maior das empresas com produção crescente (32,1%). “Mesmo com a ligeira redução apresentada no ritmo de crescimento, o índice de evolução da produção marcou 55 pontos. Acima, portanto, da linha divisória dos 50 pontos, indicando que houve crescimento da produção em relação ao mês anterior”, detalhou.

Ainda de acordo com ele, em novembro, a ociosidade média na indústria sul-mato-grossense foi de 31%, enquanto em outubro era de 30%. “Somado a isso, o índice de utilização fechou o mês em 46,8 pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos sinalizam que a utilização da capacidade instalada foi inferior ao que era esperado para o período. Por fim, a sondagem mostrou que, em novembro, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para 28,8% dos respondentes, igual ao usual para 54,8% e acima para 13,7%”, relatou.

Expectativa

Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, Ezequiel Resende detalha que, em dezembro, 45,2% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, enquanto para o mesmo período 11% preveem queda. “Já as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 42,5% do total, enquanto 1,4% não apresentaram resposta”, informou.

Já sobre o número de empregados 13,7% das empresas responderam que esperam aumento nos próximos seis meses, enquanto 11% apontaram que esse número deve cair. “Além disso, 72,6% das empresas esperam manter o quadro de funcionários estável e, por fim, 2,7% não apresentaram resposta”, ressaltou.

O economista reforça que as exportações devem ter alta para 5,5% das empresas respondentes nos próximos seis meses, enquanto 4,1% acreditam que deva ocorrer queda. “As empresas que preveem estabilidade para suas exportações responderam por 19,2% do total e 69,9% disseram que não exportam, enquanto 1,4% não apresentaram resposta”, detalhou.

Sobre a intenção de investimento do empresário industrial, em dezembro o índice alcançou 53,8 pontos, indicando aumento de 1 ponto sobre o mês anterior. “Essa melhora foi garantida, principalmente, pela elevação de 5,9 pontos no total de empresas que provavelmente vão investir nos próximos seis meses. Por fim, o índice varia de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, explicou Ezequiel Resende.

ICEI

Em dezembro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou 67,6 pontos, o maior valor desde fevereiro de 2011, quando registrou 70,6 pontos. O ICEI encontra-se 8,1 pontos acima do registrado em dezembro do ano passado e 12,8 pontos acima de sua média histórica. “O aumento da confiança decorre, principalmente, pela melhora na avaliação das condições atuais”, explicou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Além disso, 9,6% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora também foi apontada por 9,6% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 5,5% dos empresários. “Além disso, para 46,6% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 45,2% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 52,1%”, detalhou.

Por fim, completa o economista, para 38,4% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em relação à economia estadual esse percentual chegou a 39,8% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 37%. “Já os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam igualmente por 5,5%”, analisou.

Expectativas para os próximos seis meses

Ezequiel Resende relata que 1,4% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto em relação à economia estadual o resultado alcançou 2,8% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 2,7% dos empresários. “Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 15,1%, sendo que em relação à economia do estado esse percentual alcançou 17,8% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 12,3%”, apontou.

Para finalizar, 78,1% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar, enquanto em relação à economia estadual, esse percentual chegou a 72,6% e, no caso da própria empresa, 78,1% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. “Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 5,5%, 6,8% e 6,8%, respectivamente”, concluiu.