Reviravolta de Aldo, sobe e desce de Jacaré, e Ketlen 100%: o ano dos "amazonenses" no UFC

Temporada ainda contou com retorno de Allan Nuguette e Carlos Diego Ferreira.

José Aldo derrotou Jeremy Stephens, no UFC Calgary - Foto: Jeff Bottari/Getty Images

O ano foi de altos e baixos para cinco - dos seis - representantes amazonenses no UFC. A começar pelo maior vencedor do Estado, José Aldo, que enfim voltou a vencer pela franquia após duas derrotas contra o campeão linear Max Holloway. 

E a montanha-russa não acaba por aí. Ronaldo Jacaré venceu, perdeu e voltou a vencer, mas, ao que tudo indica, nem a terceira posição no ranking dos médios vai o creditar à luta pelo cinturão. Ketlen Vieira segue invicta, foi cotada a encarar Amanda Nunes, mas foi submetida a uma cirurgia e não tem previsão para retorno. 

Para completar, dois lutadores que estavam sumidos da organização voltaram aos octógonos: Carlos Diego Ferreira e Alan Nuguette. O primeiro venceu as duas lutas que fez, enquanto o segundo venceu uma e perdeu outra. 

Relembre a trajetória de cada um 

José Aldo 

Depois de duas derrotas consecutivas contra Max Holloway, primeiro ao tentar defender e, em seguida, ao desafiar o campeão linear das penas, José Aldo enfim voltou a vencer uma luta pelo UFC. E com autoridade. O manauara nocauteou Jeremy Stephens no primeiro round, em julho, no UFC on Fox 30 - Alvarez x Poirier. 

O resultado deu ânimo ao atleta, que tem apenas mais três lutas a fazer em contrato com a franquia. O adversário da vez será o brasiliense Renato Moicano, que ele encara na co-luta principal do UFC Fortaleza, marcado para o dia 2 de fevereiro. Essa será a primeira vez que Aldo lutará contra um compatriota na organização. 

Ronaldo Jacaré 

Ronaldo Jacaré viveu uma temporada de altos e baixos. No início de 2018, em janeiro, venceu por nocaute o norte-americano Derek Brunson. Em maio, perdeu por decisão dos árbitros contra Kelvin Gastelum, atual desafiante aos títulos dos médios, mas terminou o ano novamente no topo ao nocautear Chris Weidman, em novembro. 

Em terceiro no ranking da categoria, o capixaba radicado em Manaus achava que, por ter vencido um ex-campeão, finalmente teria a chance de lutar pelo título. Mas foi preterido pelo presidente Dana White. O mandatário anunciou recentemente que Anderson Silva receberá o "title shot" se vencer Israel Adesanya em fevereiro, na Austrália. 

Ketlen Vieira 

Invicta na carreira e no UFC, isso após quatro lutas, a amazonense Ketlen Vieira, com pouco mais de dois anos de franquia, já ocupa a terceira colocação no ranking do peso-galo feminino. 

A "fenômeno" era cotada para disputar o título contra a brasileira Amanda Nunes, mas se lesionou e acabou cortada do confronto contra Tonya Evynger, pelo UFC São Paulo, em setembro. 

A última vez que Ketlen entrou no octógono foi no dia 3 de março, quando venceu por decisão dos juízes a norte-americana Cat Zigano. Atual número 3 do ranking da divisão, a atleta da Nova União foi submetida a cirurgia no local da lesão e ainda não tem previsão de retorno aos treinos. 

Carlos Diego Ferreira 

Após ficar afastado por dois anos do MMA - 17 meses suspenso por conta de um resultado positivo no exame antidoping -, o peso-leve Diego Ferreira voltou com tudo ao UFC. Foram duas lutas e duas vitórias na temporada de 2018. 

Em fevereiro, tirou um peso das costas ao vencer o americano Jared Gordon por nocaute técnico, em apenas 1m58s do primeiro round, na luta que encerrou o card preliminar do UFC Austin. 

Mais recentemente, em dezembro, levou um susto diante de Kyle Nelson, que assumiu a vaga de Jesse Ronson de última hora, mas no fim venceu por nocaute técnico a 1m23s do segundo round. Agora ele acumula 14 vitórias e apenas duas derrotas na carreira. 

Alan Nuguette 

Nuguette foi outro que ficou mais de dois anos afastado do UFC. Mas também voltou inspirado ao vencer por decisão unânime o bósnio Damir Hadzovic, no dia 3 de fevereiro, no UFC Fight Night 125 - Machida vs. Anders. Ele ainda se jogou na lona em meio à entrevista, em alusão ao hit "Que tiro foi esse", de Jojo Toddynho. 

Se a temporada iniciou com o pé direito, o final não foi lá essas coisas. Primeiro brasileiro a subir ao octógono do UFC 229, dia 6 de outubro, Nuguette foi derrotado pelo americano Scott Holtzman por nocaute aos 3m42s do terceiro round, no card preliminar, em Las Vegas. 

O brasileiro vinha de três vitórias consecutivas, e sofreu apenas sua segunda derrota em 17 lutas na carreira. Já Holtzman chegou a 12 vitórias em 14 lutas como profissional. 

Antônio Braga Neto 

De todos os representantes do Amazonas na maior franquia de MMA do planeta, Braga Neto foi o único a não ter entrado no octógono na temporada. O peso-médio até tinha uma luta marcada contra o americano Andrew Sanchez, no dia 25 de agosto, em Nebraska, Estados Unidos, mas ficou de fora por problemas pessoais. Markus Maluko entrou em seu lugar. 

A última vez que Braga Neto lutou foi em 2017. Isso depois de ter ficado três anos fora. Na luta de abertura do UFC Fresno, nos Estados Unidos, o manauara perdeu por nocaute técnico para Trevin "The Problem" Giles, aos 2m27s do terceiro round, em duelo válido pelo peso-médio.