Padovani cita rebotes e erros como decisivos em derrota e eliminação do Mogi no Super 8

Jogando em casa, time mogiano foi superado pelo Paulistano, que dominou os rebotes.

Padovani substituiu Guerrinha no comando do Mogi na Copa Super 8 - Foto: Antonio Penedo/Mogi-Helbor

O Mogi das Cruzes se despediu precocemente da Copa Super 8 ao perder em casa para o Paulistano por 75 a 72, na noite da última quinta-feira, pelas quartas de final do torneio. Na avaliação do auxiliar técnico Danilo Padovani, que comandou a equipe no lugar de Guerrinha, em recuperação de uma cirurgia, os erros cometidos e principalmente os rebotes foram dois fatores decisivos que pesaram contra o Mogi.

– O jogo é feito de detalhes. Sofremos abaixo de 80 pontos, que era nosso objetivo, mas a parte ofensiva falhou muito. Tivemos muitos erros, sobretudo no último quarto, que foram decisivos para a vitória deles, e também os rebotes, principalmente. Eles tiveram 19 rebotes ofensivos. Não tem como ganhar jogo com essa quantidade de rebotes do adversário – avaliou Padovani.

Em relação aos rebotes, o Paulistano terminou o jogo com 46, enquanto o Mogi pegou 35. E na reta final da partida, em especial, esse fundamento fez muita diferença. No último minuto do confronto, quando o Paulistano vencia por apenas um ponto de diferença (73 a 72), a equipe da capital conseguiu pegar cinco rebotes, quatro deles ofensivos, o que acabou sendo determinante para o resultado final. Neste momento, o Mogi já não contava com o pivô JP Batista, seu principal "reboteiro", que havia sido excluído com cinco faltas.

– Eles têm uma equipe fisicamente um pouco maior, com jogadores um pouco mais altos, e nós tivemos que usar quatro jogadores "pequenos" por muito tempo, pelas faltas do JP, ou porque o Gruber precisava descansar. Mesmo com um time pequeno, nós lutamos, brigamos. Algumas bolas divididas poderiam ter vindo para nós, mas infelizmente desta vez foram para eles – falou o auxiliar do Mogi.

– Falamos no vestiário que rebote não ganha só jogo, mas também campeonatos. E nós, na hora em que precisávamos pegar dois, três rebotes para matar o jogo, não aproveitamos a oportunidade. Às vezes é aquela euforia para pegar a bola, ou achar que tem alguém esperando. É difícil pontuar uma situação que determinou a derrota. É uma somatória de pequenos detalhes que leva ao resultado final – disse o ala Filipin, autor de 12 pontos na partida.

Com a derrota e a consequente eliminação no Super 8, o Mogi joga novamente apenas no dia 7 de janeiro, contra São José, no ginásio Hugo Ramos, no início do segundo turno do NBB. Já o Paulistano, que avançou às semifinais da competição eliminatória, aguarda o vencedor do duelo entre Franca e São José, nesta sexta-feira.