Supostos integrantes do PCC confessam agressão à adolescente, mas voltam para as ruas

Adolescente sustentou a versão de que foi julgada por tribunal do crime e só escapou porque vizinhos ouviram seus gritos.

Delegada Thais Duarte - Foto: Marcos Tomé/Região News

Os quatro integrantes do PCC, três homens e uma mulher que no último domingo agrediram uma adolescente de 13 anos, grávida de dois meses, resgatada do cativeiro pela Polícia Militar, em depoimento à Polícia Civil admitiram participação na agressão, mas como não foram presos em flagrante vão responder ao processo em liberdade. Por medida de segurança, a vítima foi levada para um abrigo fora de Sidrolândia.

Cássia, Manoel, Rodrigo e Vitinho, como são conhecidos os suspeitos, que participaram do tribunal do crime determinado pelo PCC, relataram à delegada Thais Duarte, que agrediram a jovem quando entrava na casa para roubar a bicicleta de um deles. Negaram que tenham atraído a garota para a casa abandonada na rua Azoaldo Lopes Barbosa 1235, Jardim Paraíso com intenção de submetê-lo a um tribunal do crime.

A adolescente sustentou a versão de que foi julgada por um tribunal do crime pelo PCC e só escapou de ser morta porque os vizinhos ouviram os seus gritos e chamaram a polícia. Com a aproximação da viatura policial, os marginais fugiram e deixaram a adolescente com a roupa rasgada, além de hematomas pelo corpo.

A jovem disse que foi atraída pelo grupo quando passava pela rua, com o pretexto de que pretendiam conversar com ela. Acabou empurrada ao chão, teve as roupas rasgadas, foi agredida com chutes na barriga e socos no rosto.

Antes das agressões começarem, a jovem contou a delegada que um dos integrantes do tribunal do crime falou ao telefone e pediu orientação ao seu interlocutor do outro lado da linha: “é pra bater ou para matar?”, teria perguntado. Ela atribuiu a retaliação ao fato do seu namorado (da vítima) ter roubado a bicicleta de um dos integrantes do grupo que a agrediu e a manteve em cárcere privado.