Com reajuste de 5,28%, tarifa do transporte coletivo em Sidrolândia sobe para R$ 4,18

Do custo mensal de R$ 200,64, a empresa vai custear R$ 159,24, enquanto o funcionário, complementa com R$ 43,48.

Com reajuste de 5,28%, tarifa do transporte coletivo em Sidrolândia sobe para R$ 4,18 - Foto: Marcos Tomé/Região News

A tarifa do transporte coletivo em Sidrolândia, que basicamente atende aproximadamente 1.200 funcionários da JBS, foi reajustada em 5,28% e com isto, passa de R$ 3,97 para R$ 4,18. O decreto foi assinado ontem pelo prefeito Marcelo Ascoli, mas tem efeito retroativo ao dia 1º. A revisão tarifária anual está prevista no contrato de concessão do serviço, explorado pela Vacaria Transporte. Da tarifa de R$ 4,18, o funcionário da JBS, com o vale transporte, vai custear R$ 0,90.

Na prática, porém, para a maioria dos usuários do serviço, ao invés de um custo adicional por mês de R$ 10,08, terá um impacto de R$ 2,08, já que conforme o acordo coletivo entre Sindicato e o frigorífico, o desconto do vale-transporte é feito na base de 3,6% do piso salarial, abaixo dos 6% (sobre o salário efetivo) previsto na Legislação.

Do custo mensal de R$ 200,64, a empresa vai custear R$ 159,24, enquanto o funcionário, complementa com R$ 43,48, ante os R$ 41,40 que arcava antes do reajuste. Este cálculo já toma base o piso salarial oferecido pela indústria, com 5% de reajuste, que vai passar de R$ 1.150,00 para R$ 1.208,00. Toma referência a compra de 48 passes.

O transporte, que foi criado em 2014 por pressão da JBS para resolver uma questão trabalhista (a cobrança da hora extra itineri, que gerou um passivo milionário), não atende apenas ao perímetro urbano, mas também há linhas para trazer e levar funcionários residentes nas aldeias, no distrito de Quebra Coco e até a incubadora localizada a região do Bolicho Seco. Os taxistas cobram R$ 15,00 para fazer uma corrida até o Quebra Coco.

Ao contrário de 2018, quando a empresa teve de recorrer à Justiça para garantir a revisão tarifária, desta vez, a Prefeitura autorizou o reajuste, aplicado com base na planilha de custo, fortemente impactada pelos aumentos do óleo diesel, além de outros insumos, como peças, pneus, além do reajuste dos motoristas. Ano passado, o reajuste foi de 8,01% (de R$ 3,70 para R$ 3,97).