Adolescente baleada por peão, além de sequelas sofre com depressão

Adolescente enfrenta depressão e medo de ser agredida por Adalmir que foi julgado pelo Tribunal do Júri.

Adalmir Lopes Torres durante julgamento nesta terça-feira - Foto: Mirian Machado

A adolescente sidrolandense que em janeiro do ano passado foi baleada na cabeça pelo peão Adalmir Lopes sofre sequelas físicas e psicológicas decorrentes da tentativa de homicídio. Sua boca ficou torta, o que a constrange. Enfrenta depressão e medo de ser agredida por Adalmir que foi julgado pelo Tribunal do Júri em Campo Grande na tarde de ontem.

O tiro, que atingiu a cabeça e deixou a vítima em 26 de janeiro de 2018, causou muito além de uma sequela física na adolescente que na época tinha 16 anos. ''Minha boca ficou torta e eu morro de vergonha. Também tenho depressão, faço acompanhamento psicológico até hoje. Tenho medo dele ir atrás de mim", relatou.

Jovem afirma que a ação foi causada por ciúmes. Ela lembra que acompanhada de uma amiga, foi até a casa do rapaz na Rua Porto dos Gaúchos, na Vila São Jorge da Lagoa. No local, havia outros amigos, que estavam ingerindo bebida alcoólica. Adalmir teria ficado com ciúmes de um dos homens que estava na casa, e então teria feito o disparo na cabeça da vítima.

Após ser baleada, a vitima precisou ficar internada por 15 dias na Santa Casa em Campo Grande. Oito deles em coma no CTI (Centro de Terapia Intensiva). ''Fui lembrando aos poucos do que aconteceu. Tive medo de morrer", lembrou. ''O pior é saber que tem gente que ainda o defende", disse.

No julgamento nesta terça-feira, a adolescente negou a versão apontada do Adalmir de que teriam um caso há cerca de um mês, antes do crime acontecer. “Ele não era nada meu. Eu tinha dado um beijo nele duas semanas antes de tudo acontecer”, contou.