Prefeitura promete iniciar nesta segunda-feira reforma de ponte interditada no Jiboia

Com a interdição o acesso ao distrito de Anhanduí aumenta de 15 para 35 quilômetros, pela MS-258.

A carretilha ficou presa no assoalho da ponte que cedeu. - Foto: Divulgação

Em condições precárias há pelo menos seis meses e interditada desde a última sexta-feira (18), a ponte sobre o Córrego Jiboia, quase na divisa com a zona rural da Capital, deve começar a ser reformada a partir desta segunda-feira (21) pela Prefeitura. Com a interdição o acesso ao distrito de Anhanduí aumenta de 15 para 35 quilômetros, pela MS-258. Também fica prejudicado o escoamento da produção, especialmente da soja.

Segundo o assentado Paulo Cesar Pereira, as equipes da Secretaria de Infraestrutura devem começar nesta segunda-feira para até sexta-feira deixar a ponte em condições de utilização. Na sexta-feira, Paraná como é conhecido, tomou um susto ao fazer a travessia da ponte no seu trator que trazia uma carretilha carregada de farelo de soja adquirida em Anhandui. A carretilha ficou presa no assoalho da ponte que cedeu. Foi preciso recorrer a um trator com mais força no motor, cedido por um fazendeiro, para retirar o reboque.

Praticamente desde de agosto do ano passado essa ponte oferece risco para travessia de veículos. Durante todo o segundo semestre do ano passado o ônibus do transporte escolar não atravessou a ponte por questões de segurança, prejudicando dois alunos que moram na Fazenda Rio Grandense, a 5 quilômetros dali.

Dona Arminda Benitez, para que o filho Victor Hugo, não reprovasse o 4º ano por falta, diariamente ela o levava de motocicleta até o local onde o ônibus parava. Interrompia a preparação do almoço por volta das 11 horas para levá-lo. Fazendo o mesmo trajeto no final tarde, para trazê-lo de volta pra casa. “Quando chovia não tinha jeito, ele ficava em casa”. Com a estrada escorregadia, o risco de cair da moto aumentava, a daí preferir não se arriscar.

Quem também espera com ansiedade pela reforma da ponte é o tratorista Adalberto Antônio de Oliveira. Ano passado, tirou a filha da escola (fazia o pré) porque não tinha como interromper o serviço diariamente para leva-la e traze-la do outro lado da ponte onde o ônibus escolar parava. Ele mora há mais de cinco quilômetros do ponto de embarque e desembarque.