Com gasto de R$ 395,94 por habitante, Sidrolândia fica em 61ª posição no ranking de investimento em saúde

Em Mato Grosso do Sul, a cidade que mais desembolsou valores, por habitante, em 2017, foi Figueirão: R$ 1.429,61.

Com gasto de R$ 395,94 por habitante, Sidrolândia fica em 61ª posição no ranking de investimento em saúde - Foto: Marcos Tomé/Região News

Levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Medicina, mostra que embora a Prefeitura comprometa 20% da receita líquida com saúde, Sidrolândia está em 61ª lugar (frente apenas de 18 cidades) entre os 79 municípios sul-mato-grossenses. De acordo com o estudo, que abrangeu o período de 2013 a 2017, em média são investidos R$ 394,94 por habitante, menos por exemplo que Maracaju (R$ 598,36), Dois Irmãos do Buriti (444,31) e Rio Brilhante (R$ 453,55). 

No período de quatro anos abrangido pela pesquisa, de 2013 a 2017, a inflação acumulada foi de 36,87%, enquanto os gastos com saúde tiveram uma correção de 12,21%, oscilando menos de R$ 50,00 (R$ 48,35). Em 2013, primeiro ano do Governo do ex-prefeito Ari Basso, o gasto per capta foi de R$ 347,59, saltou para R$ 389,59 no ano passado; nos dois anos seguintes houve queda dos gastos (para R$ 366,70, em 2015 e R$ 345,52 em 2016) e em 2017, primeiro ano da atual administração, subiu para R$ 395,94 (aumento de 12,73%).

Em Mato Grosso do Sul, a cidade que mais desembolsou valores, por habitante, em 2017, foi Figueirão: R$ 1.429,61. Em seguida vem Jateí, com gastos de R$ 1.423,14, Taquarussu, que aplicou R$ 1.421,69 e São Gabriel do Oeste, que gastou R$ 1.068,47.

Já a cidade que tem menos recursos públicos aplicados na saúde dos habitantes foi Ladário, que aplicou apenas R$ 205,18 por cada habitante em 2017. Em seguida vem Ponta Porã, com gastos de R$ 241,24, Japorã, com R$ 257,92 e Anastácio, que aplicou R$ 268,72.

Resultado estadual

Em Mato Grosso do Sul, segundo o levantamento, os gastos, por habitante, em saúde, foram acima da média. Enquanto o gasto médio com saúde, per capita, no Brasil, é de R$ 1.271,65, o estado aplicou R$ 1.496,13 no ano passado.

Conforme o CFM, esses valores montantes resultam da soma de recursos de impostos e transferências constitucionais da União a cada uma das unidades federativas e do que é dispensado também pelos Estados e Municípios, com recursos próprios para pagamento de despesas em ASPS.

Essas despesas são voltadas para a promoção, proteção e recuperação da saúde que atendam, simultaneamente, a princípios da Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990).