Sidrolândia fecha 2018 com saldo de 71 novas vagas apesar da queda de 87% na geração de empregos

Enquanto MS registrou fechamento de 3.102 vagas, Sidrolândia fechou com saldo positivo de 71 novos empregos.

Sidrolândia fecha 2018 com saldo de 71 novas vagas apesar da queda de 87% na geração de empregos - Foto: Reprodução

Os números divulgados nesta semana pelo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do extinto Ministério do Trabalho e Emprego, no caso específico de Sidrolândia revelam dois dados que aparentemente são contraditórios, mas traduzem o momento econômico da cidade.

O aspecto positivo é que ano passado, enquanto no computo geral Mato Grosso do Sul registrou o fechamento de 3.102 vagas de emprego, Sidrolândia fechou com um saldo positivo de 71 novos empregos.

Em relação a 2017, quando foram 557 novas vagas (433 só da indústria), houve uma queda superior a 87% na abertura das oportunidades de trabalho com carteira assinada. Número de demissões saltou de 2.0908 para 3.133 e as contratações caíram de 3.465 para 3.204.

Na realidade ano passado se voltou ao patamar de 2016, quando foram abertas exatas 73 vagas. Em 2018, com exceção da abertura de filiais de duas redes nacionais do varejo (Casas Bahia e Magazine Luiza, a cidade não atraiu nenhuma grande empresa). Investimentos com baixo potencial de geração de empregos diretos, evidenciado pela abertura de apenas 31 novas vagas (saldo entre as 724 contratações e as 693 demissões registradas no período).

Outra conclusão extraída dos números é que o setor agropecuário, com a incorporação de tecnologia e de equipamentos mais sofisticados, cada vez gera novas oportunidades de empregos diretos. Num cenário de expansão da área plantada que transformou a cidade no segundo maior pola produção de soja do Estado, em 2018, o segmento registrou o fechamento de 55 empregos, em contraste com as 37 vagas abertas em 2017 e as 49, em 2016.

Mesmo com os sinais de recuperação na economia, os números do último trimestre de 2018 são preocupantes em termos de mercado de trabalho. No acumulado dos meses de outubro, novembro e dezembro do ano passado, foram 61 vagas de trabalho, sendo 27 só na área industrial. Em igual período de 2017, foram abertas 223 vagas, reflexo do início das atividades do Balbinos. No mês passado, foram fechadas 84 vagas.

Panorama estadual

Mato Grosso do Sul encerrou 2018 como o pior Estado em geração de emprego, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O saldo total foi de 3.104 vagas formais de trabalho a menos. No total foram contratados 235.433 trabalhadores ao longo dos últimos 12 meses, enquanto 238.537 foram demitidos.

Entre os setores que mais se destacaram negativamente foram serviços (-7.801), indústria de transformação (-1.518), agropecuária (-1.649) e construção civil (-668).

Além de Mato Grosso do Sul, apenas quatro Estados tiveram saldo negativo na geração formal de emprego: Acre (-961), Roraima (-397), Alagoas (-157) e Rio Grande do Sul (-14).

Somente em dezembro foram 12.088 vagas a menos de trabalho em Mato Grosso do Sul. É o pior desempenho do Estado em dezembro dos últimos quatro anos. Nesse período o melhor resultado foi em 2017 quando fechou o mês com -6.618 vagas.

Entre os municípios sul-mato-grossense onde foi feito o levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, Dourados foi quem terminou com o pior desempenho. Foram -8.462 vagas de emprego a menos em 2018 (-14,84%). O melhor desempenho foi de Amambai, saldo de 293 (6,65%).

Campo Grande encerrou dezembro com -1.879 vagas de trabalho a menos, porém no acumulado do ano o saldo foi positivo: 2.774 postos de trabalho.