Em depoimento à Polícia, Nico Bala diz que matou servidor em legítima defesa

Conforme o relato de Anísio, a morte de Márcio Mario foi o desfecho trágico discussão travada no Bar do Guardiano.

Delegado Diego Dantas durante coletiva de imprensa - Foto: Reprodução

No depoimento prestado ontem ao delegado Diego DantasAnísio Medeiros Pereira o Nico Bala, disse que no último sábado matou com um tiro no peito, o servidor público Márcio Mário Garcia de Souza, 41 anos, em legítima defesa, porque temia que ele estivesse armado.

O assassino confesso se apresentou à Polícia na segunda-feira e como havia passado o período de flagrante, tem bons antecedentes, trabalho e residência fixa, até a conclusão do inquérito ficará em liberdade. Ele vai responder pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil. A arma do crime, um revólver calibre .38, foi apreendida porque o acusado não tinha porte, nem registro.

Anísio Medeiros Pereira o Nico Bala. Foto: Divulgação

Conforme o relato de Anísio, a morte de Márcio Mario foi o desfecho trágico discussão travada no Bar do Guardiano, onde os dois se encontraram quando já estavam em estado de embriaguez. Ele não gostou do comentário em tom de brincadeira que o servidor público lhe dirigiu após sair do banheiro. Isto acabou desencadeado um bate-boca que resultou em ameaças mútuas.  

Antes de atender à imprensa, nesta terça-feira ouviu o depoimento de Renato Guardiano, proprietário do bar onde houve a discussão que foi o estopim do crime.

Relembre o caso

Márcio Mário, que era superintendente da Secretaria de Infraestrutura, responsável pela supervisão da manutenção de estradas rurais, começou a se desentender com Nico Bala no Bar do Guardiano na Rua Mato Grosso, onde os dois foram beber.

Em dado momento Nico foi ao banheiro e quando saiu foi alvo de um comentário que parecia ter um tom de brincadeira. Márcio sugeriu que Nico teria feito suas necessidades nas calças e apontou para uma parte do vestuário que parecia molhado.

A situação evoluiu para o bate-boca com ameaças mútuas. Conforme testemunhas, "Nico Bala" teria dito que não atiraria contra Márcio em respeito aos demais frequentadores. A discussão se acalorou, mas o suspeito do homicídio saiu do bar e foi para casa num caminhão boiadeiro de sua propriedade.

Segundo testemunhas ouvidas pela reportagem do RN, o servidor público teria dito ao suspeito que iria pra casa em busca de uma arma para um acerto de contas. Márcio estava se dirigindo a casa do assassino na Rua Prefeito Jaime. Anísio ao vê-lo, não teve dúvida, saiu do interior da residência armado e fez o disparo fatal.