Com 183 notificações, aumenta risco de Sidrolândia voltar a enfrentar epidemia de dengue

Conforme os registros da área epidemiológica, em menos de 30 dias já foram registradas 183 notificações.

Secretário Nélio Paim durante reunião nesta quarta-feira - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A Secretaria Municipal de Saúde vai reforçar as ações preventivas para se não evitar, pelo menos reduzir a extensão do que parece ser um risco quase inevitável: Sidrolândia, assim como a maior parte dos municípios de Mato Grosso do Sul enfrentará uma epidemia de dengue. Conforme os registros da área epidemiológica, em menos de 30 dias já foram registradas 183 notificações de pacientes com sintomas da doença e já há oito casos confirmados.

Este número já supera de todo o ano de 2018, quando foram 65 notificações e já é superior ao registrado nesta mesma época do ano em 2016, última vez que a cidade enfrentou um surto epidêmico da doença. Em 2016 foram 1.039 notificações, 164 nesta mesma época do ano.  

O que reforça o temor de que haverá uma epidemia é a circulação do vírus tipo 2, quando os mais comuns são os tipos 1 e 3. Via de rega, de três em três há o recrudescimento em grande escala dos casos de dengue. Segundo o secretário Nélio Paim, os agentes de saúde fazem o bloqueio (aplicação do fumacê, eliminação dos focos), num perímetro de 9 quadras de onde moram os pacientes que apresentaram sintomas da doença.

O causador da dengue é um vírus, mas seus transmissores (chamados de vetores) são mosquitos, geralmente do gênero Aedes Aegypti. Já não é novidade que os mosquitos se desenvolvem em água parada e limpa, por isso, no verão, quando a chuvas são frequentes, eles se tornam mais comum. “Nós estamos tendo muito calor e umidade e esse é o cenário propício para proliferação do mosquito. Porque chegou o calor e a chuva, os ovos se desenvolvem, e não precisa nem ser tanta chuva”, lembra o secretário.