PF vai analisar se presos em ação contra pornografia infantil tinham 'grupos específicos' no WhatsApp

Ação ocorreu em Campo Grande e mais 4 cidades de MS, resultando em 11 mandados de busca e apreensão.

PF diz que vai analisar todo conteúdo de pornografia infantil apreendido em MS — - Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal (PF) diz que, além de analisar o conteúdo apreendido com os suspeitos de armazenar e compartilhar pornografia infantil, em Campo Grande, também vai verificar se os presos mantinham "grupos específicos" no WhatsApp. Segundo o delegado Fernando Rocha, responsável pelas investigações, esta é a próxima fase da operação Inocência Violada, deflagrada nesta quarta-feira (6) e que resultou em 5 prisões em flagrante.

"Temos um sistema que faz um monitoramento e que podem desencadear em novas operações, neste sentido. A investigação também deve apontar se algum deles mantinha grupos específicos no WhatsApp. Durante as buscas hoje, os peritos fizeram uma análise prévia e encontraram imagens e vídeos de sexo, envolvendo crianças e adolescentes", explicou Rocha.

Ainda conforme o delegado, o sistema adotado pela PF, que localiza endereços onde está ocorrendo o crime, mantém a integridade das provas, assim que os agentes apreendem os aparelhos com pornografia infantil.

"Infelizmente a pornografia infantil ainda se repete e causa danos emocionais e psíquicos para as vítimas, que são submetidas a abusos de toda sorte. Nosso combate é naqueles que produzem material para a rede mundial de computadores, bem como aqueles que armazenam ou compartilham. E é uma ação de suma importância para Mato Grosso do Sul, já que atacamos o destino final", ressaltou o delegado Fabrício Martins Rocha, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado (Deco).

Entenda o caso

A ação da PF contou com 44 agentes, que cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, além dos municípios Chapadão do Sul, Jardim, Miranda e Naviraí. Cada um deles, conforme a investigação, tinha cerca de 300 arquivos de material ilícito, tanto no celular, como em CD's e computadores.

Os presos eram monitorados há 10 meses e foram identificados como: um militar da reserva da marinha, de 65 anos, um comerciante de 40 anos, um assistente de serviços gerais de 29 anos e um servidor público estadual, de 49 anos. Outro suspeito foi preso no decorrer das investigações.