Sánchez revela angústia por má fase no United e diz que entrou machucado contra o PSG

Acredite se quiser: atacante se lesionou depois de um choque com o bandeirinha enquanto se aquecia na beira do gramado.

Alexis Sánchez, do Manchester United, em ação contra o PSG — - Foto: Getty Images

Lá se vai mais pouco mais de um ano, e Alexis Sánchez ainda não mostrou a que veio no Manchester United. O chileno de atuações memoráveis com a camisa do Barcelona, o mesmo que marcou 30 gols numa única temporada pelo Arsenal, vive momento complicado: tem apenas cinco gols em 37 partidas e convive muito mais com o banco de reservas do que qualquer outro lugar. Ele está angustiado.

Aos 30 anos, o experiente atacante compartilhou suas aflições em entrevista à "BBC" e externou o tamanho do incômodo que existe por não conseguir mostrar o bom futebol no Manchester United.

"Eu gostaria de ter trazido mais alegria ao clube. Sim, isso me preocupa porque eu acredito nas minhas habilidades como jogador, quero mostrar isso", disse ele.

- Não sei como as pessoas me veem, mas jogar futebol é o que eu sempre amei desde criança. É a minha paixão - completou.

 

A última chuva de críticas que despencou sobre Alexis Sánchez foi na derrota por 2 a 0 para o Paris Saint-Germain na última terça-feira, no Old Trafford, pelo jogo de ida das oitavas de final da Champions. O chileno entrou no finalzinho do primeiro tempo, mas errou bem mais do que acertou e voltou a ser alvo de protestos.

Sobre a partida em si, o atacante confessou algo curioso: um choque com o bandeirinha da partida acabou o lesionando antes de entrar em campo. Não, você não leu errado. Com a palavra, Alexis Sánchez:

- Num contra-ataque nosso, o assistente veio correndo pelo lado do campo. Meu pé estava ali, e ele se chocou comigo. Bang. Eu fui até o banco e falei com o Sergio Romero: "Eu acabei de levar uma pancada e estou prestes a entrar". Eu estava contundido, mas essa não é uma desculpa para não estar no estado em que normalmente estou - esclareceu ele.

Sánchez falou ainda sobre a relação com José Mourinho e, apesar dos elogios, não deixou de cornetar o ex-treinador.

- Mourinho é um dos melhores treinadores do mundo na maneira que ele comanda, como ele estuda os vídeos, da maneira que ele sabe as coisas. Mas, entre o grupo, havia aquele sentimento de que você está no time, está fora. Às vezes eu não jogava, depois jogava, depois não jogava. Como jogador, você perde a confiança - concluiu.