Ainda em 3º lugar em notificações de dengue, média diária de casos em Sidrolândia cai de 28 para 12

Até agora, conforme os números atualizados da Saúde, são 564 notificações, com 31 casos positivos.

Ainda em 3º lugar em notificações de dengue, média diária de casos em Sidrolândia cai de 28 para 12 - Foto: Assessoria

Embora Sidrolândia ainda ostente números preocupantes – é o terceiro município em registros de pacientes com sintomas da dengue – a ofensiva que a Secretaria Municipal de Saúde lançou há duas semanas de prevenção e eliminação dos focos do mosquito transmissor da doença, parecem a dar os primeiros resultados.

Na semana anterior a mobilização, que continua com remoção de lixo, aplicação do fumacê, havia uma média diária de 28 notificações e na semana passada este número caiu para 12, uma redução de 42%, tendência que o secretário Nélio Paim acredita que será possível manter com a continuidade das ações.

Até agora, conforme os números atualizados da Saúde, são 564 notificações, com 31 casos positivos, um incremento de 89 casos no período de uma semana. Na primeira semana de fevereiro, antes da mobilização da força-tarefa, as notificações somavam 475, um incremento de 196 em relação à última semana de janeiro. Na etapa seguinte, encerrada em 12 de fevereiro, a velocidade das notificações diminuiu para 177 casos em sete dias (de 475 para 298).

No ranking estadual o número de notificações em Sidrolândia (564 registros) só é menor que o de Campo Grande (com 1827 casos) e Três Lagoas (1.276).

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas. Também é recomendada a manutenção de calhas, instalação de telas em ralos e que mantenham caixas d’água e outros depósitos bem vedados.

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia – quando os mosquitos são mais ativos – proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

Os principais sintomas da dengue são febre alta superior a 38,5ºC, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo.

Em caso de suspeita é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.

A assistência em saúde é feita para aliviar os sintomas. Entre as formas de tratamento são recomendados fazer repouso, ingerir bastante líquido (água) e não tomar medicamentos por conta própria. 

A hidratação pode ser por via oral (ingestação de líquidos pela boca) ou por via intravenosa (com uso de soro, por exemplo). O tratamento é feito de forma sintomática, sempre de acordo com avaliação do profissional de saúde, conforme cada caso.

Segundo o boletim epidemiológico da dengue, divulgado no dia 14 de fevereiro, pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), até o momento a Capital lidera com 1,8 mil notificações, seguida por Três Lagoas com 1,2 mil.

*Matéria atualizada para acréscimo de informações.