Câmara aprova requerimento pela interdição da Escola Monteiro Lobato no Capão Bonito II

A partir da denúncia do pai de um aluno, uma comissão de vereadores chegou de surpresa na escola.

Vereadores Valdecir Carnevalli, Vilma Felini e presidente da Câmara, Carlos Henrique visitaram a escola - Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Sidrolândia aprovou na sessão de ontem requerimento com a proposta de interdição imediata da Escola Municipal Monteiro Lobato, no Assentamento Capão Bonito 2. As aulas seriam suspensas até que sejam feitos reparos imediatos, principalmente nas instalações elétricas e sanitárias do estabelecimento de ensino. O prefeito Marcelo Ascoli tem 30 dias para responder a proposição do Legislativo, iniciativa dos vereadores Vilma Felini e Valdecir Carnevalli, do PSDB.

A partir da denúncia do pai de um aluno, uma comissão de vereadores chegou de surpresa na escola e encontrou lá um cenário, descrito pela vereadora Vilma, “como de tragédia iminente, com risco de incêndio”. Há uma série de gambiarras na parte elétrica, tomadas e interruptores para funcionamento dos ventiladores com fiação exposta ao alcance dos alunos. O ventilador de uma sala de aula entrou em curto, pegou fogo e caiu, mas felizmente, não feriu ninguém, porque no momento do acidente, não havia ninguém na sala.

Conforme relato de funcionários, desde o ano passado as instalações têm apresentado problemas, em consequência, seguidamente as lâmpadas queimavam e muitas foram repostas pelos próprios funcionários que fizeram uma “vaquinha” para garantir a troca. Numa das salas a lâmpada fica oscilando o tempo todo e com isto, de acordo com a vereadora Vilma, as aulas são ministradas numa penumbra, pois a sala fica sob um pé de manga que sombreia todo o ambiente. Há mais de um ano o vereador Ganso solicitou a remoção da árvore (porque há risco de cair sobre a construção) mas até agora não foi atendido.

A bomba do poço estragou e nos últimos dois dias as aulas foram suspensas no período da tarde, por falta d’água. Os banheiros estão sem portas e os sanitários quebrados.

Além destes problemas na estrutura do prédio, a vereadora Vilma apontou a existência de salas multisseriadas (com alunos de séries diferentes num mesmo espaço) e turmas com 34 alunos, incluindo crianças especiais, sem um monitor. Enquanto a comissão vistoriava as salas, um aluno do 1º ano, ainda não alfabetizado, chorava porque não conseguia acompanhar o conteúdo ministrado aos colegas mais adiantados.

Votação

Durante a votação do requerimento, a secretaria de Educação, Alice Rosa Gomes, ligou para o vereador Cledinaldo Cotócio e pediu para a proposta ser retirada de pauta porque em 60 dias resolveria todos os problemas no prédio da escola. A vereadora Vilma não concordou e o requerimento foi à deliberação do plenário, acabou aprovado, com 6 votos contrários dos vereadores da base do prefeito.

O presidente da Câmara, Carlos Henrique, diz que o objetivo dos vereadores não é politizar a questão, mas preservar a segurança das crianças. “Não podemos correr o risco, diante de uma tragédia, pecar por omissão”.

*Matéria atualizada às 14h30 para correção e acréscimo de informações.