Mototaxistas vão à Câmara cobrar veto a novos alvarás e estrutura nos pontos

São 13 mototaxistas na área urbana, distribuídos em três pontos e dois na zona rural, distrito de Quebra Coco e no Capão Seco.

Mototaxistas vão à Câmara cobrar veto a novos alvarás e estrutura nos pontos - Foto: Divulgação

Os mototaxistas de Sidrolândia querem o apoio dos vereadores para que o prefeito Marcelo Ascoli sancione a lei aprovada ano passado que restringe a concessão de novos alvarás para a exploração do serviço. São 13 mototaxistas na área urbana, distribuídos em três pontos e dois na zona rural, distrito de Quebra Coco e no Capão Seco.   

Com a mudança, estaria fechada a brecha para a Prefeitura conceder em curto prazo novos alvarás, comprometendo ainda a mais rentabilidade dos profissionais em atividade. Pela regra atual está previsto um alvará para cada grupo de 3.500 moradores, o que corresponde a 15,71, que com arredondamento, significa 16 mototaxistas. A intenção é elevar esse cálculo para 1 mototaxista para cada grupo de 4 mil moradores, ou seja, 14 profissionais.

Atualmente a cidade tem 15 mototaxistas, o último deles recebeu o alvará no ano passado para trabalhar no ponto criado em frente do Supermercado Serve Bem, na saída para o Quebra Coco. A mobilização da categoria, que esteve terça-feira na Câmara reunida com o presidente Carlos Henrique e o 1º secretário, Itamar Souza, foi motivada diante do surgimento de comentários sobre a concessão de mais um alvará.

“Neste ritmo, daqui a pouco, vamos ter mais mototaxistas que passageiros”, comenta em tom irônico, Maldinei Ferreira, o Bigode. Ele lembra que os profissionais em atividade enfrentam dificuldades para sobreviver porque o movimento é pequeno diante dos custos de manutenção da moto e encargos fixos anuais com a Prefeitura (R$ 152,00 de alvará e R$ 230,00 do ISSQN), além do licenciamento da motocicleta.  

Outra cobrança dos profissionais é para que a Prefeitura estruture os pontos com a construção de abrigos e banheiros. “Eu mesmo, que trabalho no ponto da UPA, fico ao relento, me protejo do sol ficando atrás do poste. Quando chove, a gente tem que se virar”, explica. O único ponto com abrigo (ainda que precário) é o localizado na Avenida Dorvalino dos Santos em frente do Supermercado Nutrimais, mas os 5 profissionais são obrigados a recorrer aos banheiros das lojas próximas, para fazer suas necessidades.