Sistema trava manutenção e tira de circulação 5 ônibus do transporte escolar

Da frota total de 35 veículos foram retirados 5 ônibus do serviço (definitivamente) porque foram comprados há mais de 10 anos.

Sistema trava manutenção e tira de circulação 5 ônibus do transporte escolar - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Embora tenha havido um intervalo de quase 60 dias entre o encerramento do ano letivo 2018 e o início das aulas neste ano, na última segunda-feira, cinco ônibus do transporte escolar de Sidrolândia estão fora de circulação por problemas mecânicos. Da frota total de 35 veículos foram retirados 5 ônibus do serviço (definitivamente) porque foram comprados há mais de 10 anos, não passam mais na vistoria do Detran e pelo menos um deles, está com o motor fundido.

Dos 30 carros disponíveis, cinco estão parados por problemas mecânicos, com isto, não há ônibus reservas para qualquer eventualidade que surgir nas 76 linhas de responsabilidade direta da Secretaria. Os alunos de uma linha, da região Tupanciretã, não estão conseguindo vir a aula por fala de ônibus. Outro veículo, do itinerário que atende 15 estudantes da região do Assentamento Valinhos até o Posto Piqui às margens da MS-162, também não circulou até agora porque uma das estradas de acesso está intransitável por causa das últimas chuvas.

Os responsáveis pelo transporte na Secretaria atribuem a morosidade na manutenção da frota, a mudança na sistemática para compra de peças e serviços. Antes, era feito o registro de preços, as empresas que oferecessem o menor preço eram habilitadas e o próprio setor providenciava o conserto.

Agora, cada reparo só é autorizado após uma tomada de serviços com pelo menos três fornecedores ou prestadores de serviço. Atribui-se a este procedimento a demora para o conserto de três ônibus que apresentaram problemas ainda em dezembro, no final do ano letivo de 2018 e até a manhã desta quinta-feira ainda estava na oficina.

Outra dificuldade com a frota, que tem no mínimo cinco anos de uso, é que os modelos adquiridos não têm resistência para percorrer estradas rurais, muitas delas em situação precária, acabam apresentando problemas logo cedo de alguns dispositivos eletrônicos. Os elevadores não funcionam e com isto, os motoristas tem de embarcar nos braços os alunos cadeirantes. Além de problemas na manutenção da frota, a própria garagem da Secretaria de Educação está em situação precária, com risco até mesmo de desabamento do teto.