Mandetta concorda com MP de que deixar de vacinar crianças é ‘ato de violência e negligência’ contra a infância

Ministro da Saúde esteve em Campo Grande neste sábado (23) para a entrega de um tomógrafo a unidade do Trauma da Santa Casa.

- Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse neste sábado (23), em Campo Grande, durante a entrega de um tomógrafo a unidade do Trauma da Santa Casa, que concorda com o posicionamento que o Ministério Público tem adotado nos casos de pais e responsáveis que se recusam a vacinar crianças e adolescentes.

“Se ele [pai ou responsável] acha por alguma ou outra informação que não vai vacinar a criança, o Ministério Público tem entendido que é um ato de violência e negligência em relação a infância e nós concordamos com o Ministério Público”, ressaltou.

Mandetta destacou ainda que o Ministério da Saúde vai trabalhar com várias estratégias para reverter os baixos índices de vacinação no país.

“Nós vamos trabalhar com vários conceitos, inclusive contando com a colaboração do Congresso. Já existem alguns estados, alguns municípios que colocaram a carteira de vacinação como a maior valência de documentos. Por exemplo, os estados que colocaram que as crianças ao fazerem suas matrículas na rede municipal ou estadual, tem que apresentar uma carteira de vacinação. Isso talvez seja uma boa iniciativa federal para deixarmos na horizontal para todo o país, aí essa mensagem vai lá para o Congresso para que eles discutam”, analisou.

Outra iniciativa citada pelo ministro é de uma eventual vinculação da carteira de vacinação aos exames que os trabalhadores fazem nas empresas, como o admissional, o periódico e o demissional. “Nesse momento nunca se pediu a regularidade vacinal. Tem muita gente que nem sabe se as suas vacinas estão em dia. E uma parceria muito grande com Ministério Público da Infância, porque as crianças têm direito a serem vacinadas, só que não podem exercer esse direito. Elas não podem ir sozinhas até o posto de saúde. Então o pai, mãe ou o responsável, tem de assumir este papel e levar a criança”, afirmou.