Para implantar rede de água no Capão Seco, Sanesul cobra energia e mudança na lei para estender concessão

Em 2016 um grupo de famílias entrou na área que foi dividida em 602 lotes, dando origem ao núcleo onde hoje já estão morando 191 famílias.

Para implantar rede de água no Capão Seco, Sanesul cobra energia e mudança na lei para estender concessão - Foto: Arquivo/Região News

A implantação de um sistema de abastecimento de água no Capão Seco está na dependência da Energisa implantar a rede energia elétrica e da Prefeitura incorporar ao distrito, criado por uma lei estadual da década de 50, a agrovila Cidade Viva prevista no projeto do Assentamento Eldorado para ser o núcleo urbano.

Segundo o vereador Edno Ribas, que há pelo menos 3 anos tem se empenhado para viabilizar a rede de água no Capão Seco, a Prefeitura terá de ampliar o perímetro do distrito incorporando a agrovila os 40 hectares que o Incra, quando transformou em assentamento a antiga Fazenda Eldorado, reservou para ser o núcleo urbano.

 

Em 2016 um grupo de famílias entrou na área que foi dividida em 602 lotes, dando origem ao núcleo onde hoje já estão morando 191 famílias, que construíram casas, muitas delas se dedicam a atividade comercial.

Essa mudança na lei vai incorporar a agrovila a área de concessão da Sanesul que assim poderá implantar o sistema de abastecimento, instalar a rede de distribuição e cobrar dos usuários. Atualmente o núcleo já tem 191 casas construídas e ocupadas; 275 em construção e 136 lotes sem edificação. Conforme levantamento, foram perfurados 12 poços caseiros, cinco semi artesianos e 26 moradores disseram que emprestam água do vizinho.

A implantação da rede de energia se arrasta desde agosto do ano passado, quando a Justiça deu uma liminar dando um prazo de 90 dias para a Energisa rebaixar a rede de alta tensão. A Prefeitura só em dezembro passado abriu as ruas, ainda não promoveu a renovação de 20 lotes que ficam na faixa de domínio da MS-258 que está sendo pavimentada pelo Governo do Estado.