Empreiteira da Sanesul abre valetas para implantar rede de esgoto e deixa várias ruas intransitáveis

O pavimento não foi refeito e com as chuvas dos últimos dias, formou-se um canal de enxurrada barrenta.

Rua Antônio Correa da Costa esquina com a Leôncio de Souza Brito - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Em menos dois meses de obras, a Artec Engenharia, empresa contratada pela Sanesul para implantar 84 quilômetros de rede de esgoto de Sidrolândia, fora da área central, literalmente deixou um rastro de destruição pelas ruas onde passou.

Em trechos da Antônio Correa da Costa, principalmente na esquina com a Rua Leoncio de Souza Brito, equipes da empreiteira há 20 dias abriram a valeta, instalaram a rede e foram embora. O pavimento (que não é dos mais bem conservados) não foi refeito e com as chuvas dos últimos dias, formou-se um canal de enxurrada barrenta, estreitando ainda a pista de tráfego. O risco de acidentes, principalmente dos motociclistas que podem perder o equilíbrio e cair, é iminente.

Rua Antônio Correa da Costa esquina com a Tomas da Silva França. Foto: Vanderi Tomé/Região News

O comerciante Delcide Amaral, dono de uma sorveteira exatamente na esquina, contabiliza os prejuízos, já que desde a abertura da valeta, o movimentou caiu 70%, porque os clientes não parecem dispostos a atravessar a faixa da pista alagada. Nos dias de calor ele que diz que chegava a faturar R$ 270,00 por dia, só com a venda de sorvete. Hoje, o faturamento mal passa de R$ 40,00.

Quem mora na rua Leôncio de Souza Brito, só que no trecho em que não é asfaltada, na região das Malvinas, está hoje sitiado por um lamaçal. A aposentada Isaura Rodrigues, 62 anos, desde a passagem da Artec para instalar a rede de esgoto, convive com a poeira fina nos períodos de estiagem e a lama intransitável, quando chove. “Nada para limpo na casa. Antes, o cascalho segurava bastante a poeira”, lembra.

Rua Leôncio de Souza Brito nas Malvinas. Foto: Vanderi Tomé/Região News.

Pelas redes sociais moradores tem se manifestado para cobrar providências. Uma das mais indignadas é Jamilse Meire que mora no Jardim Pindorama. “Aqui no Pindorama eles acabaram com o asfalto e deixaram buracos. Nosso bairro que era limpo está uma sujeira. Eles não terminam uma rua e começam outra”. O mesmo sentimento de indignação é compartilhado por Camyla Viegas, do Pé de Cedro. “O mínimo que eles precisam fazer é ter respeito pelas pessoas que moram nessas ruas”. Jaqueline Barros, reverberou a queixa: “Está impossível sair de moto lá do Parque das Orquídeas. Não tem nenhuma rua boa para sair”, desabafa.

Rua: Cezar Nélio de Menezes no Bairro Pindorama. Foto: Vanderi Tomé/Região News. Foto: Reprodução

Quem também está indignado, cobrou providências dos vereadores e da Sanesul é Hélio Martins, residente no Parque das Orquídeas. A Artec, para abrir a valeta na rua onde ele mora, tirou todo cascalho e as últimas chuvas, formou-se um atoleiro. Hélio gravou vídeo e sua manifestação chamou atenção de um engenheiro da Sanesul, Mauricio Arruda, que veio de Campo Grande, para prometer providências. Veja o video.