Pesquisa mostra que PSDB consolida quase 38% do eleitorado; desafio de Marcelo é atrair ‘daltristas’ e indecisos

Cenário politico: uma parcela significativa do eleitorado, 40% na margem de erro, se alinha com o PSDB.

Ex-prefeito Ari Basso aparece com 19,33% e ex-deputado Enelvo Felini com 18,66% - Fotos: Marcos Tomé/Região News

A primeira pesquisa para prefeito de Sidrolândia, feita pelo Instituto Ranking, longe de antecipar o resultado de uma eleição que só vai acontecer daqui 20 meses, reforça alguns cenários consolidados: uma parcela significativa do eleitorado, 40% na margem de erro, se alinha com o PSDB, tomando como base a soma das intenções de voto dos dois primeiros colocados, os ex-prefeitos Ari Basso (19,33%) e Enelvo Felini (18,66%).

Como é uma hipótese descartada o confronto entre ambos (mesmo que um deles troque de partido), daí a conclusão de que este é o patamar de arranque das intenções de voto do futuro candidato tucano. Na disputa de 2016, Basso perdeu a eleição com 42,92% dos votos.

Para o prefeito Marcelo Ascoli, a terceira posição em que aparece na pesquisa (com 5,33% das intenções de voto) deve servir de alerta caso queira viabilizar seu projeto de reeleição. Ele tem ainda 20 meses de gestão para rever estratégias e recuperar a popularidade perdida. Além disso, em favor do prefeito conta o fato de que o ex-prefeito Daltro Fiuza, terceiro lugar no levantamento, com 17,66%, empatado tecnicamente com os dois primeiros colocados, não ser candidato.

Daltro está inelegível (com base na lei da ficha limpa) porque tem uma condenação em segunda instância (no Tribunal de Justiça) e neste primeiro semestre a Câmara deve rejeitar as contas de sua última gestão, referente ao exercício de 2008, ratificando o parecer prévio do Tribunal de Contas.

 

O desafio do prefeito é além de conquistar o eleitorado do ex-prefeito, atrair a simpatia dos 39,02% que se declararam indecisos ou dispostos a votar em branco ou nulo. Numa hipótese improvável de garantir 100% dos votos “daltristas”, ainda sim, a reeleição não estaria garantida, já que atingiria 32,55%.

Com 17,67% de aprovação e desempenho avaliado por 36% como péssimo ou ruim, a pesquisa lista razões que alimentaram a insatisfação do eleitorado. Lidera (com 55%) a lista de queixas, os problemas na saúde (falta de médico, medicamentos,); problemas na infraestrutura da cidade (mencionados por 46,66%) relacionados a falta de manutenção das vias, terrenos baldios, moradores de ruas nas praças.

A troca de secretários é sugerida por 33% dos entrevistados. O prefeito também é cobrado (37,33%), por problemas, que estão fora da sua área de atuação, decorrentes da conjuntura econômica do País e questões de competência do Estado. Há insatisfação com falta de segurança, desemprego, falta de oportunidades e cobrança pela vinda de novas indústrias.