PSDB de Mato Grosso do Sul deve eleger novo diretório em meados de maio

Beto Pereira concorre à reeleição sem dar sinais de abrir mão de sua candidatura.

O deputado federal Beto Pereira, presidente do PSDB - (Foto: Edson Ribeiro)

O PSDB de Mato Grosso do Sul deve eleger o novo diretório regional em meados de maio deste ano, logo após as convenções municipais, marcadas para o mês anterior. 

Atual presidente, o deputado federal Beto Pereira postula a reeleição, mas poderá enfrentar a deputada Rose Modesto, caso há haja consenso dentro do partido, conforme reportagem do jornal Correio do Estado. A publicação dá conta de um racha interno no partido, liderado pelo governador Reinaldo Azambuja, em torno do comando da executiva regional.

Beto Pereira concorre à reeleição sem dar sinais de abrir mão de sua candidatura. Mas não esperava enfrentar Rose Modesto. Ela entrou na disputa empurrada por um grupo do “ninho tucano” que defende a troca do comando. O novo presidente participará ativamente da organização partidária e da discussão sobre o processo eleitoral de 2020 (eleições municipais) e da sucessão estadual, em 2022. 

Como vice-governadora, Rose concorreu a Prefeitura de Campo Grande em 2018 e perdeu, no segundo turno, para o atual prefeito Marcos Trad (PSD). Mas ela acabou sendo a deputada federal mais votada de Mato Grosso do Sul com 120 mil votos.

O desafio de Rose é assumir o comando do PSDB de Mato Grosso do Sul e já está em plena campanha eleitoral. Ela pediu apoio ao deputado estadual Marçal Filho à sua candidatura a presidente regional do partido, enquanto Beto nem sequer fez uma ligação telefônica para ouvi-lo sobre o processo eleitoral.

“Ela (Rose) me pediu voto, o Beto não se manifestou. Acho que ele não está fazendo muita questão”, queixou-se Marçal Filho durante a sessão de ontem da Assembleia Legislativa.

O irmão de Rose, deputado Rinaldo Modesto ouviu de Beto sobre o seu direito de concorrer à reeleição e queria evitar a disputa. Rinaldo concordou com o atual presidente do PSDB. Ele disse não existir questionamento sobre esse direito, porque “isso é legítimo”.

Mas ele considera, também, legítimo a Rose querer concorrer a presidência do PSDB. 

“Ele (Beto) tem direito, lógico que tem, mas a Rose também colocou o nome dela à disposição”, explicou o parlamentar.

Isso não significa a possibilidade de consenso em torno de um nome. Tudo vai depender, também, das eleições municipais marcadas para abril, enquanto a regional está prevista para maio. “Vamos esperar passar as convenções municipais para decidirmos isso”, afirmou Rinaldo.

O irmão de Rose defendeu a alternância de poder dentro do partido. Ele acha que Beto já cumpriu o seu papel na presidência e deveria passar o comando a Rose. Rinaldo ressaltou a cultura do PSDB ser comandado por um deputado federal e os dois, no entanto, estão enquadrados nessa tradição por serem congressistas.

A escolha do novo presidente será feita por 91 delegados do partido. Mas nem todos ainda receberam ligações com pedido de voto. É o caso do deputado estadual Felipe Orro. Ele disse não ter sido procurado por nenhum dos dois candidatos a presidente e defendeu a construção de chapa de consenso. Com informações do Correio do Estado.