Notificações caem, mas Sidrolândia ainda é a 3ª colocada em registros de dengue

Com 674 registros, cidade só está atrás de Três Lagoas, com 1.626 casos e a Capital, com 3.354 notificações.

Notificações caem, mas Sidrolândia ainda é a 3ª colocada em registros de dengue - Foto: Vanderi Tomé/Região News

O último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde mostra Sidrolândia como terceira colocada em notificações de dengue em Mato Grosso do Sul. Com 674 registros, a cidade só está atrás de Três Lagoas, com 1.626 casos e Campo Grande, líder no ranking, com 3.354 notificações. Mato Grosso do Sul já acumula 7.630 notificações, estatística atualizada até o dia 27 de fevereiro.

Até agora foram confirmados 2.180 casos, sendo 496 por exame laboratorial e 1.684, diagnóstico clínico. Nesta estatística, Sidrolândia também está em terceiro lugar, com 58 casos, atrás de Três Lagoas (316 diagnósticos) e Campo Grande (1.550). Todos os pacientes contraíram vírus da dengue 2.  

Apesar da cidade registrar em menos de dois meses, 66% das 1.039 notificações de todo o ano de 2016, quando a cidade teve a última epidemia da doença, o secretário municipal de Saúde, Nélio Paim, aposta num cenário bem melhor de incidência daqui em diante.

Ele garante que as medidas de prevenção adotadas desde o mês passado, com eliminação de potenciais focos do mosquito transmissor, estão surtindo efeito. Uma evidência forte é que semana passada a média diária de notificações foi de 2,28, uma redução drástica se comparado o resultado da primeira para a segunda semana de janeiro, quando houve um pico de 34 registros num só dia, de pacientes com sintomas da doença. “Estamos conseguindo quebrar a cadeia de transmissão do mosquito. Atuando na eliminação dos focos e aplicando o fumacê, para matar o Aedes adulto”, explica o secretário.

Em fevereiro foi montada uma força-tarefa da Saúde, com apoio de outras Secretarias Municipais, que durante três dias visitou praticamente todos os imóveis da cidade, levando recipientes pequenos ou revirando aqueles maiores (como tanques, tambores), que pudessem servir de reservatório de água da chuva criando um ambiente propicio ao surgimento de fogos do Aedes aegypti.

Foi contratada a Morhena Ambiental, responsável pela coleta de lixo, para remover galhos, tronco de árvores cortados deixados em bags, além de material inservível que em 20 dias já retirou mais de 28 toneladas

Maior risco

Crianças entre zero e 10 anos estão mais vulneráveis à dengue do sorotipo 2 neste ano, em Campo Grande, por isso alerta é para este público. Conforme explica a médica infectologista Márcia Del Fabro, a última epidemia da doença foi em 2002. Já a última vez que circulou foi em 2009.

Portanto, quem nasceu depois desta data tem maior chance de ter dengue, pois ainda não está imune ao sorotipo 1. "Como as crianças não tiveram contato com a última epidemia, a probabilidade é maior. Quanto menor a criança, maior a chance".

Segundo a médica, os pais têm de se manter atentos aos sintomas e, assim que constatar algum deles, levar as crianças para uma unidade básica. "Se teve febre, mal-estar, diarreia, tem de procurar logo atendimento".

Na fase mais crítica e considerada mais perigosa, outros sintomas surgem, no chamado "sinais de alerta". "Dor abdominal, náusea, vômito, diarreia, tontura, sangramento", detalha as complicações.

Os dados de internação de pessoas com suspeita de dengue, são diários. Na segunda-feira (dia 25), a Sesau informou que havia 6,2 mil notificações da doença em 2019 - número suficiente para deixar a Prefeitura de Campo Grande em estado de alerta para uma epidemia e pedir ao Ministério da Saúde autorização para, em âmbito municipal, decretar situação de emergência.

Segundo o coordenador de urgência da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Yamma Higa, houve aumento de atendimento nas unidades de saúde da Capital, com predominância de pessoas com sintomas de dengue.

“E criança tem sido bastante acometida, mas ainda prevalece em adulto”. No caso das pessoas até 10 anos, a atenção tem de ser redobrada justamente porque o público ainda não está imune ao sorotipo. “Elas não estão protegidas, por isso alerta em relação às crianças”. Atendimento) do Universitário, no dia 21, mas liberado mesmo com a suspeita de dengue por parte da equipe médica.

Histórico de notificações de dengue em Sidrolândia

2015 - 796

2016 - 1.032

2017- 48

2018 – 65

2019 - 692 (parcial)