Nos últimos 3 meses, Sidrolândia registra redução de 89 empregos com carteira assinada

Conforme dados do CAGED, no acumulado dos meses de novembro, dezembro de 2018 e janeiro deste ano, houve corte de 89 vagas.

Nos últimos 3 meses, Sidrolândia registra redução de 89 empregos com carteira assinada - Foto: Divulgação

Há três meses o mercado de trabalho em Sidrolândia tem tido redução das ofertas de emprego com carteira assinada. Conforme dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), no acumulado dos meses de novembro, dezembro de 2018 e janeiro deste ano, houve corte de 89 vagas, puxado pelo setor industrial (o que mais emprega na cidade) com a demissão de 312 trabalhadores, enquanto só foram feitas 223 contratações no período. O mês de janeiro fechou com “déficit” de 9 vagas (242 contratações e 251 demissões), sendo que apenas na indústria, “desapareceram” 42 empregos (foram 52 contratações e 94 dispensas).

Um cenário bem diferente do registrado em igual período de 2018, impactado positivamente pela entrada em funcionamento do Frigorífico Balbinos. Na ocasião, foram abertas 273 vagas (570 admissões e 297 dispensas). O segmento vem passando por esvaziamento, em termos de geração de emprego, desde o fechamento da Via Blumenau (que chegou a ter 400 empregados) e a redução da atividade na Tip Top, outra empresa da área têxtil, até há quatro anos, com mais de 4 centenas de funcionários.

Os números da RAIS (outro indicador do Governo Federal sobre mercado de trabalho) mostram crescimento da informalidade. Nos últimos três anos, houve queda de 12,37% no número de trabalhadores com carteira assinada. Em 2016, eram 8.750, aumentou para 9.323 em 2017 e caiu para os atuais 8.169. Na indústria, o número de empregos caiu de 3.058 para 3.103. 

Cenário estadual

Durante o mês de janeiro o setor que mais contribui com a geração de emprego no Estado foi o de serviços com quase 4,9 mil contratações. Dentre eles, serviços médicos, odontológicos e veterinários somaram 4.483 mil novos postos de trabalho, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta quinta-feira (28).

A criação de vagas no mercado de trabalho quadruplicou em Mato Grosso do Sul em janeiro. Conforme o levantamento da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o Estado fechou o primeiro mês do ano com saldo de 6.094 vagas a mais. No mesmo período do ano passado foram registradas 1.589 vagas a mais.

De acordo com o Caged, 19.461 trabalhadores foram desligados de seus trabalhos em janeiro, enquanto 25.555 foram contratados. Este é o melhor janeiro dos últimos quatro anos. O pior deles foi o de 2015, quando fechou com saldo negativo de 1.270 postos.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Estado também apresenta saldo positivo, com 793 vagas. Neste período foram 241.455 rescisões de trabalho e 240.662 contratações.

A agropecuária também fechou o mês com índice positivo, com saldo de 1.089 vagas de trabalho a mais. Entre outros setores, o de extrativa mineral fechou com 29 vagas a mais. Indústria de transformação encerrou o período com -37 postos, construção civil com 346 vagas a mais e comércio com -287.

Campo Grande também fechou o mês no azul, com saldo de 246 vagas a mais de empregos. Porém, este também é o melhor janeiro dos últimos quatro anos. O pior resultado registrado foi de 2015 com -562 postos de trabalho.

Entre os municípios do interior do Estado, Dourados registrou o melhor saldo, com 4,4 mil novas vagas de trabalho. O pior resultado mensal foi em Três Lagoas, com -56 vagas de emprego.

O resultado nacional também fechou de forma positiva. O saldo foi de 34.313 vagas de trabalho. Neste período foram 1.325.183 admissões e 1.290.870 desligamentos. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 471.741 empregos, acréscimo de 1,24%.