Presidente da Câmara garante que CPI não será instrumento de pressão política

Comissão Parlamentar de Inquérito não será um instrumento de pressão política, muito menos plataforma para retaliações pessoais.

Presidente da Câmara, Carlos Henrique - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A Comissão Parlamentar de Inquérito que a Câmara Municipal de Sidrolândia vai instalar para investigar os gastos da Prefeitura com o transporte escolar, não será um instrumento de pressão política, muito menos plataforma para retaliações pessoais. A garantia é do presidente da Câmara, Carlos Henrique, que vê na CPI “um instrumento do legislativo para cumprir com suas prerrogativas de fiscalizar a correta aplicação do dinheiro”.

“A CPI não será uma arena política, nem vai se prestar a uma caça às bruxas, muito menos em arma para destruir reputações. Os trabalhos vão ser conduzidos de forma técnica. Não tem como foco demonizar essa ou aquela empresa, independente das conexões familiares dos seus proprietários com agentes políticos”, observa Carlos Henrique.

Na avaliação do presidente da Câmara, a CPI, mais do que encontrar culpados, tem um sentido pedagógico. “Será uma oportunidade de avaliação dos instrumentos de controle e fiscalização da Secretaria de Educação, de um serviço essencial que custa R$ 9 milhões por ano”.

Carlos Henrique lembra que não se pode perder de vista que o transporte escolar não é uma atividade integralmente terceirizada, a Prefeitura tem uma frota de 30 ônibus que atende 26 linhas. “A CPI será uma oportunidade não apenas para comparar custos, mais eficiência e a qualidade dos dois modelos, o público e o privado, respeitando logicamente, suas especificidades”.

“As conclusões da CPI vão ajudar a Prefeitura, que está preparando o processo licitatório do serviço, a fixar novos parâmetros de custo e qualidade que serão exigidos das futuras prestadores de serviço”, conclui.