Índice Geral de Desempenho Industrial de MS inicia 2019 em alta

Na comparação de janeiro deste ano com dezembro de 2018, há um crescimento de 3,4 pontos.

- Foto: Divulgação/Fiems

O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, iniciou o ano de 2019 positivo, alcançando em janeiro 54,4 pontos e tornou-se o 8º mês consecutivo em que ficou acima da linha divisória dos 50 pontos. Na comparação de janeiro deste ano com dezembro de 2018, há um crescimento de 3,4 pontos.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, as variáveis de avaliação apresentaram como desempenho na passagem entre os dois meses: aumento na participação das empresas, que elevaram o número de empregados no mês na intenção de investimentos para os próximos seis meses, e no índice de confiança. “E estabilidade na utilização da capacidade instalada e na participação das empresas com produção crescente ou estável”, pontuou.

Ele ressalta que, no comparativo anual, todas as variáveis avaliadas apresentaram evoluções positivas. “O resultado apurado pelo IGDI em janeiro de 2019 ficou 8 pontos superior à média histórica para o mês. Assim, com todos os resultados consolidados o IGDI segue acima dos 50 pontos, indicando que, na média geral, o desempenho em janeiro foi positivo, segundo a percepção dos empresários respondentes”, reforçou.

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis - emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.