Governo apresenta a Sindicatos volta de jornada diária de 8 horas e PDV

Com a volta da jornada de 8 horas, órgãos como o Detran, voltarão a ter atendimento ao público pela manhã e à tarde.

SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização) - Foto: SAD

Depois de 15 anos, o Governo do Estado vai restabelecer a jornada em tempo integral para mais de 32% dos servidores públicos, que desde 2004 cumpriam expediente das 7 às 13 horas. Com a volta da jornada de 8 horas, órgãos como o Detran, voltarão a ter atendimento ao público pela manhã e à tarde.

O prolongamento da jornada de trabalho, pode fazer parte da estratégia para convencer o funcionalismo a aderir ao PDV (Programa de Demissão Voluntária) que será lançado. O Governo quer enxugar o quadro para reduzir os gastos com pessoal, que hoje comprometem mais de 57% da receita líquida.

A ampliação da jornada de trabalhos será apresentada em reuniões com sindicatos das categorias, juntamente com o PDV (Plano de Demissão Voluntária). A primeira está prevista para segunda-feira, a partir das 9 horas na SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização), no Parque dos Poderes. Outros encontros serão organizados até terça-feira (12).

O acréscimo de horas trabalhadas, conforme informações do governo, equivale à contratação de quatro mil funcionários, mas sem implicar em aumento considerável nas despesas. A medida também tem por objetivo a melhora no serviço prestado à população.

A jornada de 40 horas foi defendida, também, em pesquisa feita com 893 pessoas entrevistadas pelo instituto de pesquisa Ibrape em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

Plano – Além da jornada, as reuniões vão discutir o PDV, a ser apresentado para votação na Assembleia Legislativa. Conforme informações já divulgadas pelo secretário de Administração, Roberto Hashioka, o servidor que aderir ao plano será indenizado com um salário por ano trabalhado no poder público estadual, além de uma bonificação de cerca de 30% em relação ao valor total.

A intenção do governo estadual é reduzir os gastos com pessoal em função da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). O Estado encerrou 2018 acima do limite prudencial. A despesa total com pessoal chegou a R$ 6.223.070.878,82, o equivalente a 57,98% da receita líquida.