Cacique da Tereré renúncia em favor do filho que assume liderança da aldeia

Ao longo dos últimos anos tem havido um embate político entre dois ramos da família Figueiredo, que se revezam no comando da aldeia.

Hoje pela manhã ela e o novo cacique se reuniram com o presidente da Câmara, Carlos Henrique - Foto: Divulgação

As divergências entre lideranças da comunidade levaram o cacique vitalício da Aldeia Tereré João Batista Figueiredo, de 74 anos, a renunciar ao posto em favor do filho dele, Sebastião Figueiredo, eleito para o cargo em outubro de 2016, mas em julho de 2017, deixou o posto para o pai, um dos fundadores da aldeia, numa tentativa de pacificação entre os grupos rivais.

Segundo Ana Batista, indicada vice cacique, o capitão Santo resolveu deixar o posto porque além de estar enfrentando problemas de saúde, não estaria concordando com decisões tomadas pelo vice cacique Joaozinho, supostamente por orientação do vereador Otacir Figueiredo. Ela garante a legitimidade do mandato de Sebastião porque não foi anulada a ata com o resultado da eleição de 2016, quando venceu a disputa com Juscelino Mamede por 212 a 190 votos com mandato de 4 anos, que vence em outubro de 2020.

“Vamos trabalhar pelo interesse da comunidade, não em favor de uma minoria”, destaca. Hoje pela manhã ela e o novo cacique se reuniram com o presidente da Câmara, Carlos Henrique e o prefeito Marcelo Ascoli.

Ao longo dos últimos anos tem havido um embate político entre dois ramos da família Figueiredo, que se revezam no comando da aldeia. Na eleição de 2016, quando o terena Otacir Figueiredo (sobrinho do capitão Santo), se elegeu vereador estas divergências ficaram explicitas. Otacir teve 168 votos, enquanto o candidato do grupo rival, liderado por Maioque Figueiredo, garantiu 106 votos.