Secretário: PM chegou momentos antes de atiradores entrarem em sala cheia

De acordo com o secretário, os dois atiradores estavam prestes a entrar em uma sala com dezenas de alunos quando se suicidaram.

Suzano: até agora, há dez mortos e nove feridos - Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13), o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, João Camilo Pires, relatou que a força tática da Polícia Militar estava a dez metros dos assassinos em Suzano, quando eles se suicidaram.

De acordo com o secretário, os dois atiradores estavam prestes a entrar em uma sala com dezenas de alunos.

“Ao final, no fundo do colégio, os agressores se depararam com a força tática da Polícia Militar. Eles estavam prestes a entrar em uma sala com dezenas de alunos. Foi quando cometeram o suicídio”, afirmou.

Pires esclareceu que não está claro se um atirou e depois se matou. “Mas eles não conseguiram entrar nessa segunda sala”, concluiu.

Ambos são antigos alunos da escola estadual Professor Raul Brasil. O mais novo, segundo o secretário, estudou no colégio até o ano passado.

Segundo o secretário, ainda não se sabe a motivação do crime. “É a grande busca: qual foi a motivação dos antigos alunos”, disse. Buscas na casa dos assassinos aconteceram e recolheram pertences deles.

Os dois aparentemente foram recebidos por Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica, afirmou o secretário de Segurança. Não se sabe se os assassinos chegaram à escola encapuzados.

Armas

O comandante-geral da Polícia Militar, Marcelo Salles, informou que os dois adolescentes autores dos tiros usaram um revólver calibre 38 e uma arma medieval semelhante a um arco e flecha.

Durante a entrevista coletiva, o secretário Pires disse que a característica desse tipo de massacre é “atirar de forma aleatória procurando aumentar o dano”.

Ele acrescentou que uma machadinha foi encontrada com uma dos assassinos.

Lista de vítimas 

Até agora, há dez vítimas fatais.

Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica

Eliana Regina de Oliveira Xavier, funcionária da escola

Pablo Henrique Rodrigues, aluno

Cleiton Antonio Ribeiro, aluno

Caio Oliveira, aluno

Samuel Melquíades Silva de Oliveira, aluno

Douglas Murilo Celestino, aluno

Jorge Antonio de Moraes, comerciante, morto antes da entrada dos assassinos na escola; ele é tio de Guilherme, um dos assassinos.

Os nove feridos são:

Leticia Melo Nunes

Samuel Silva Felix

Beatriz Gonçalves

Anderson Carrilho de Brito

Murilo Gomes Louro Benite

Jennifer Silva Cavalcanti

Leonardo Vinicius Santana

Adna Bezerra

Guilherme Ramos