Vanderlei nega rivalidade com Everson e estranhamento com Sampaoli

Desde então, o ex-Ceará assumiu a meta santista em algumas oportunidades, mas Vanderlei garante que não há nenhum tipo de rivalidade entre eles.

- Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Quando Everson foi contratado, no meio de janeiro deste ano pelo Santos, muitos rumores surgiram sobre o descontentamento do então titular, com status de ídolo, Vanderlei. Desde então, o ex-Ceará assumiu a meta santista em algumas oportunidades, mas Vanderlei garante que não há nenhum tipo de rivalidade entre eles.

“A gente nunca vai agradar a todos, isso é normal do futebol. Essa questão a gente deixa mais para a comissão técnica… A gente tem que pensar sempre quando vai entrar em campo em dar o nosso melhor, independente do que aconteça e do que falem, tanto eu quanto o Everson, a gente trabalha no dia a dia para jogar”, iniciou o arqueiro em entrevista coletiva nesta quarta-feira.

“O cara treina pra jogar, ter sua oportunidade, cada um da sua maneira entra em campo pra ajudar o Santos. Eu prefiro estar no gol sempre, né. É o que eu falo: além de eu ser fominha, o que a gente quer é jogar, rala muito nesse sol aqui todos os dias e quer ter a oportunidade de jogar. Mas a gente também sabe que é importante deixar todos os jogadores aptos, com ritmo também, é o mais importante. Quando o Everson tem entrado, tem dado conta do recado, tem mostrado um grande trabalho”, completou.

Um dos motivos para que essa situação fosse criada entre os companheiros de Santos foi o fato de Jorge Sampaoli ter pedido um goleiro que jogasse com os pés, o que também poderia ter causado um estranhamento entre Vanderlei e o próprio treinador.

“Acho que foi mais um mal-entendido, foram muitas notícias saindo o tempo todo e foi isso que aconteceu. Entre a gente nunca teve nenhum estranhamento, nunca tive problema com nenhum treinador e nem quero ter. A questão (de jogar com) os pés acho que é porque ele não conhecia, como disse antes, ele viu praticamente nossos últimos jogos e a gente não jogava com a bola nos pés, mas a bola longa com os atacantes e brigando pela segunda bola”, garantiu.

Segundo ele, é no dia a dia com o técnico que acontecem as conversas e também os acertos dentro de campo. “A gente procura assimilar o que o treinador quer e, dentro daquilo que ele deseja, a gente fazer o nosso melhor e se adaptar. Isso é tranquilo, não teve problema nenhum, a readaptação foi tranquila e nosso dia a dia também é tranquilo. Ele é um cara que procura falar bastante com a gente e passar aquilo que ele quer”, finalizou.

O Santos entra em campo nesta sexta-feira, às 20h30 (de Brasília), para enfrentar o Novorizontino, no Pacaembu. Em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, o Peixe vai em busca de mais três pontos e a manutenção da liderança na tabela geral da competição.