Valetas do esgoto desde dezembro são tormento para moradores de ruas sem asfalto

A empreiteira contratada pela Sanesul, Artec Engenharia, abriu as valetas, mas não recompôs de forma adequada as pistas.

Valetas do esgoto desde dezembro são tormento para moradores de ruas sem asfalto - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Há pelo menos quatro meses a chegada da rede de esgoto em algumas regiões da cidade, especialmente em vias sem asfalto na região do Bairro São Bento, no Pé de Cedro, Parque das Orquídeas, tornou-se uma fonte permanente de dor de cabeça para os moradores. A empreiteira contratada pela Sanesul, Artec Engenharia, abriu as valetas, mas não recompôs de forma adequada as pistas por onde suas equipes passaram e como tem chovido praticamente todos os dias, o inevitável acontece: a água da chuva fica empoçada, formam-se trechos de atoleiros, onde a travessia de carro ou motocicleta se tornou praticamente uma aventura.

Rua do Parque das Orquideas. Foto: Vanderi Tomé/Região News

No último final de semana, a professora Catiane Soares da Motta, residente na Rua Dr. Costa Marques esquina com a Oscar Pereira de Brito, registrou em vídeo a intervenção de equipes da Artec que acabaram agravando o problema que se arrasta desde novembro, quando foi implantada a rede de esgoto. No sábado pela manhã um trator com retroescavadeira acoplada foi usado para recuperar o trecho onde a valeta foi aberta, espalhou o que restava de cascalho, novamente não fez a compactação e como choveu, o atoleiro reapareceu. “Estamos praticamente ilhados dentro de casa”, reclama.

Outros pontos críticos são nas ruas Evaristo Roberto Ferreira e Manoel Murtinho, no Jardim Pindorama. Edmilson, morador do bairro, diz que o problema se arrasta desde dezembro, antes do aniversário da cidade. Ele chegou a ficar dois dias dentro de casa, porque a rua estava intransitável. Há problemas também na Antônio Correia da Costa, rua movimentada principalmente pela passagem de ônibus. Quem reclama na Prefeitura é informado que é responsabilidade da empreiteira concertar os estragos. 

O vereador Valdecir Carnevalli tem percorrido os bairros e mapeado onde as condições de tráfego estão precárias. “A empresa se comprometeu a recuperar as ruas, tão logo haja um período de estiagem”, informa. Ele reclama de uma certa omissão da Prefeitura que até aqui não tem adotado uma atitude mais forte de cobrança da Artec Engenharia. O acesso ao frigorífico Balbinos também está difícil e muitas vezes (como na última sexta-feira) é preciso acionar uma patrola da Prefeitura para retirar os caminhões boiadeiros.

Em nota a assessoria de imprensa da Sanesul informou que “nas ruas não pavimentadas, conforme especificações técnicas, as valas deverão ser reaterradas com compactação mecânica, utilizando-se do mesmo material da vala. Em função do período chuvoso, mesmo as valas sendo compactadas, às vezes, ocorre o rebaixamento. Mesmo assim, continua sendo de responsabilidade da empreiteira retornar e complementar o aterro com sua respectiva compactação”.

E acrescenta que “não consta na planilha contratual que, após a implantação da rede coletora de esgoto, seja executado o cascalhamento de toda a rua”.

Rua Jatobá no Bairro Pé de Cedro.