Pais cobram troca de telhado da escola do Assentamento Geraldo Garcia

O problema se arrasta desde o ano passado e foi denunciado ao prefeito Marcelo Ascoli em setembro.

Pais cobram troca de telhado da escola do Assentamento Geraldo Garcia - Foto: Divulgação

Pais de alunos da Escola Municipal Darcy Ribeiro Polo Extensão Estância Belém, no Assentamento Geraldo Garcia, estão cobrando da Prefeitura de Sidrolândia a substituição do telhado e do forro da cozinha onde é preparada a merenda dos 95 alunos, da pré-escola até o 8º ano do Ensino Fundamental. Telhas quebraram por onde entra água da chuva e com isto o forro apodreceu, a umidade provocou o aparecimento de mofo, favorecendo o aparecimento de pombos e até morcegos.

O problema se arrasta desde o ano passado e foi denunciado ao prefeito Marcelo Ascoli em setembro, quando ele esteve na escola participando de um evento comemorativo da Semana da Pátria. A troca de telhas e instalação de um novo forro, foi adiada porque a equipe da Secretaria de Educação deu prioridade para ações emergenciais na Escola Pedro Aleixo, que foi alvo de reportagem na TV Morena que mostrou em rede estadual as condições precárias da maior escola da rede municipal.

Conforme relato de pais que entraram em contato com a reportagem, a janela de uma das quatro salas de aula, foi trocada, mas os vidros até agora não foram colocados. Resultado, quando chove, as crianças das duas turmas do pré e das turmas do primeiro e do segundo ano, que dividem o mesmo espaço, ficam prejudicadas.

A existência de turmas multisseriadas é também motivo de reclamação porque comprometem a aprendizagem. “Minha filha de 5 anos, que faz o pré- 2, não consegue se adaptar numa sala com 35 crianças, em que se misturam alunos da educação infantil e do primeiro e segundo ano", relata a mãe. As turmas são divididas apenas por um armário colocado no meio da sala.

Outra mãe conta que em 2017 tirou o filho da escola e o matriculou na Escola Pedro Aleixo, mas para evitar o fechamento da extensão por falta de alunos, o trouxe de volta, se arrependeu porque hoje (no 8º ano) ele não consegue acompanhar o conteúdo ministrado por uma professora, que dá aula simultaneamente para turmas do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental.

O ônibus do transporte escolar, que atende quem mora na região do Pequi, estaria vindo com 36 alunos, quando tem capacidade para 26 estudantes sentados. Na última sexta-feira, não circulou e não trouxe as crianças e adolescentes, porque estava na oficina.