Presos quatro suspeitos de julgar e matar adolescente degolado

A vítima teve a morte divulgada no próprio Facebook pelos assassinos horas depois que o corpo foi achado.

Local onde o adolescente foi encontrado morto no fim da manhã do dia 8 de janeiro - Foto: Rodrigo Kawaminami

Estão presos quatro suspeitos de julgar e matar degolado o adolescente Tiago da Silva de Jesus, 17 anos. A vítima foi encontrada enrolada em cobertores, na calçada dos fundos de uma escola municipal, na manhã do dia 8 de janeiro, na Rua Onze Horas, no Jardim das Hortênsias, em Campo Grande. Ele teve a morte divulgada no próprio Facebook pelos assassinos horas depois que o corpo foi achado.

Conforme o delegado Ricardo Meirelles, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, os quatro foram localizados na região do Jardim Botânico, nesta quarta-feira (20). “Eles confessaram parcialmente o crime e estão presos temporariamente”, disse. Os nomes dos suspeitos ainda não foram divulgados. A Polícia Civil fará coletiva de imprensa nesta tarde para divulgar mais detalhes sobre o caso. 

Segundo o delegado, o adolescente que pertencia ao CV (Comando Vermelho) foi julgado por 12 horas e morto degolado numa casa do Jardim Botânico por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). As facções são inimigas e têm origem distintas: o PCC veio dos presídios de São Paulo e o CV das penitenciárias do Rio de Janeiro. A Polícia e a Perícia Técnica foram nesta manhã (21) na residência onde o garoto foi executando para colher novas provas.

A sentença de morte, conforme a polícia, foi dada por um interno do presídio da cidade. A vítima foi executada no imóvel, na sequência enrolada em cobertores e desovada atrás de um carro velho, na calçada do muro da Escola Municipal Irene Szukala. O adolescente teve a morte divulgada no próprio Facebook horas depois que o corpo foi achado.

A matéria do Campo Grande News, que divulgou o crime, foi compartilhada no perfil de Tiago às 13h2 do dia 8, poucas horas depois do corpo ser encontrado. A mesma notícia foi enviada a irmã do adolescente por mensagem, junto com o aviso para que a família buscasse o corpo dele na Capital de Mato Grosso do Sul. A vítima era do Mato Grosso.