Com dinheiro garantido há dois anos, projeto da rede de água no Terra Solidária volta à Câmara

É a segunda vez que a proposta chega ao Legislativo que devolveu a primeira versão (encaminhada em novembro).

Com dinheiro garantido há dois anos, projeto da rede de água no Terra Solidária volta à Câmara - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A Prefeitura encaminhou na última sexta-feira (22) projeto que abre dotação orçamentária no valor de R$ 510 mil para a implantação da rede de água no Assentamento Terra Solidária. É a segunda vez que a proposta chega ao Legislativo que devolveu a primeira versão (encaminhada em novembro) porque o Executivo “esqueceu” de anexar à proposta a comprovação de que o dinheiro (R$ 500 mil liberados pela Funasa e mais R$ 10 mil de contrapartida) estava na conta da Prefeitura desde 2017.

O projeto do ano passado “caducou” porque abria dotação para o orçamento de 2018 e o deste ano, não incluiu a rubrica, apesar do recurso ter sido repassado em 2017, fruto de um convênio firmado em 2016, a partir de emenda parlamentar da deputada Tereza Cristina.

A rede encanada é uma reivindicação desde 2002, portanto há 16 anos, das 31 famílias do Terra Solidária, assentamento implantado pelo Governo do Estado, na administração Zeca do PT.

Há 13 anos a Funasa furou um poço com 200 metros de profundidade, que registra uma vazão média de 60 mil litros de água por hora com a bomba instalada a 40 metros. Sem a rede, muitas famílias perfuraram poços e outras recorrem ao córrego que atravessa a propriedade. A água encanada vai custar uma taxa mensal de R$ 30,00 a R$ 40,00, valor para cobrir os gastos com energia elétrica.

Segundo o presidente da associação que representa os assentados, Vilson da Silva, os parceleiros tem uma produção diversificada, principalmente, leite, verdura e agora, muitos estão se dedicando ao cultivo de mandioca.