Tite aceita críticas, explica Coutinho titular e diz que Brasil jogou mal contra o Panamá

Tite também comentou as críticas recebidas nos últimos dias.

- Foto: Pedro Martins / MoWA Press

Tite aproveitou a entrevista na véspera do amistoso contra a República Tcheca para rever sua posição sobre a atuação da seleção brasileira no empate de 1 a 1 do último sábado, com o Panamá. Naquela oportunidade, ele havia dito que o primeiro tempo havia sido ruim, o segundo dentro do esperado, e reprovado o resultado. Dessa vez, ele simplificou:

– No jogo contra o Panamá, talvez eu não tenha deixado claro: jogou mal e empatou. A projeção do técnico era jogar bem e vencer.

Bastante tranquilo ao lado do capitão Casemiro e do auxiliar Sylvinho, que roubou a cena na parte final da entrevista, Tite também comentou as críticas recebidas nos últimos dias. Uma das principais é pela manutenção de Philippe Coutinho, que não tem conseguido boas atuações pela Seleção.

– Corro todos os riscos, inclusive esse (escalar o Coutinho). Tomada de decisão é em cima de um trabalho desenvolvido, daquilo que se pensa. Mas eles são inevitáveis. E esses riscos, essa pressão são inevitáveis do cargo. O que tem que ter é coerência. E coerência nesse caso é dar trabalho a ele, repetir a formação e ter tempo. Futebol é fundamentalmente na prática, no exercício, repetição. 

O técnico também falou sobre Philippe Coutinho, que não teve boa atuação contra o Panamá e não vem atravessando boa fase no Barcelona.

– Eu corro todos os riscos. A tomada de decisão é em cima de um trabalho desenvolvido, de saber desse processo de renovação para depois irmos à Copa América. São inevitáveis. Temos que ter coerência e, em relação ao Coutinho, é dar o trabalho, montar de novo a equipe, repetir o padrão com o Paquetá e o Casemiro. Futebol é teoria em partes, mas é fundamentalmente na prática.

Veja outras respostas de Tite:

  • Mudanças para enfrentar a República Tcheca

– A linha de quatro com o Alisson já estava montada. O processo ofensivo de criação é mais difícil de acontecer, precisa de improviso, saber os movimentos, mas esse é o momento de dar oportunidade ao Allan, que tem característica diferente. De repetir Coutinho e Paquetá, Firmino, Richarlison. Para manter certa coerência.

  • Críticas a ele e apoio dos atletas

– Todas as críticas de caráter técnico, tático, físico e emocional eu não tenho que contrapor. São ideias de futebol, pontos de vista, óticas, é normal e natural. Temos que conviver. Os atletas não jogam pelo técnico, jogam pela seleção brasileira.

  • Número de substituições no amistoso de terça

– Na Inglaterra, em novembro, o Sylvinho me aconselhou a não colocar o Dedé porque ele estava frio, faltavam 10, 12 minutos, num gramado em condições difíceis. Eu pedi desculpas a ele no fim porque estava programada uma série de substituições. Ele ia errar, mas iam dizer que dei oportunidade a ele. Era melhor não dar, não lavar minhas mãos, dizer que ele jogou e falhou. Certa ou errada, há uma ideia.

  • Erro contra o Panamá

– Cometi um erro no segundo tempo: tirei o Richarlison que estava bem por fora e tentei uma dupla de atacantes mais pesada, com ele por dentro ao lado do Gabriel Jesus. Tirei ele do jogo.

Veja as informações da seleção brasileira para o amistoso contra a República Tcheca

Local: Eden Arena, em Praga
Data e horário: terça-feira, às 16h45 (de Brasília)
Escalação: Alisson, Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro; Allan, Paquetá, Coutinho e Richarlison; Firmino. Técnico: Tite
Reservas: Ederson, Weverton, Fagner, Militão, Miranda, Alex Telles, Fabinho, Arthur, Felipe Anderson, Everton, David Neres e Gabriel Jesus
Arbitragem: Ovidiu Hategan, auxiliado por Octavian Sovre e Sebastian Gheroghe, todos da Romênia
Transmissão: TV Globo (narração de Galvão Bueno, comentários de Casagrande e Júnior); SporTV (narração de Gustavo Villani, comentários de Muricy Ramalho e Caio Ribeiro); e GloboEsporte.com. As reportagens serão de Tino Marcos, Mauro Naves e Raphael de Angeli
Tempo Real: GloboEsporte.com, a partir das 15h30