Investigação da Polícia mostra que atentado a escola pode ter sido brincadeira de mau gosto

“A impressão é que tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto”, avalia a delegacia Thais Duarte.

Delegada Thais Duarte em entrevista ao RN - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Transcorridos 24 horas da suposta tentativa de um atentado contra a Escola Valério Carlos Costa, praticada por dois adolescentes e com a participação de um terceiro que seria o suposto mentor do atentado, a Polícia Civil ainda não encontrou indícios de que a ação tenha sido uma retaliação ou inspirado por grupos que fazem apologia à violência.

“A impressão é que tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto”, avalia a delegacia Thais Duarte, que ouviu os adolescentes envolvidos e os pais deles. Nenhum dos jovens estudou na escola, o que afasta a possibilidade de que a iniciativa seja uma retaliação eventualmente por terem sido vítimas de bullying.

O fato abalou a opinião pública, deixou os pais preocupados e transformou-se no principal assunto nas redes sociais. Para a coordenadora das escolas do município, professora Einy Ferraz, o assunto chama atenção porque em grande parte, os pais estão perdendo o controle sobre os filhos que ociosos, são presas fáceis do crime.

A segurança nas escolas foi reforçada; ninguém entra ou sai sem se identificar no portão de acesso ao pátio. “Esta foi uma medida já adotada anteriormente inclusive pela Secretaria de Educação que em dado momento, foi até mal interpretada por alguns pais que por motivos de segurança, foram barrados na entrada da escola”, informa a coordenadora.

Ela acredita que o episódio desta terça-feira que acabou sendo evitado por uma professora, poderia ter sido pior, caso não houvesse o vigia no portão controlando o acesso. “Imagina se os adolescentes entram na escola, como ocorreu em Suzano, interior paulista, e jogam este recipiente contendo thinner numa sala cheia de aluno”, alerta.

Estudam na Escola Municipal Valério Carlos da Costa, cerca de 700 alunos com idades entre 6 e 13 anos, divididos em dois períodos; matutino e vespertino. Professores e alunos viveram momentos de tensão.

Sidrônio

A delegada que investiga o caso, descartou haver um grupo de jovens planejando ataques contra a Escola Estadual Sidrônio Antunes de Andrade. Em sua avaliação, as informações de um possível atentado foram disseminadas no ensejo do caso envolvendo a escola Valério Carlos da Costa. “Não há relação nos casos. Infelizmente as pessoas querem tumultuar e propagar o medo”, afirma. Assista a reportagem completa sobre o caso.