Estado tem metade das rodovias em más condições

Pesquisa avaliou pavimentação, sinalização, além da geometria das vias.

BR-060 teve 681 km analisados, e apenas a sinalização recebeu conceito “bom” - - Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado

Metade das rodovias de Mato Grosso do Sul está em más condições. É o que aponta relatório da Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgado ontem, que analisou 4,4 mil dos 8,4 mil quilômetros de rodovias existentes no Estado. A pesquisa identificou que 49,6% da extensão analisada apresentam estado péssimo, ruim ou regular. Foram avaliados aspectos do pavimento, sinalização e da geometria da via, considerando o tipo de gestão (pública ou concedida), de rodovias federais e estaduais.

Segundo a publicação, foram analisadas 24 rodovias, sendo 11 federais, oito estaduais e cinco transitórias (quando duas ou mais rodovias se sobrepõem em determinado trecho). Entre as rodovias federais, 42,1% (1.603) dos 3.817 quilômetros analisados estão em condições péssimas, ruins ou regular. Já entre os 593 quilômetros de rodovias estaduais avaliados, 98,3% (583) estão em más condições. O conceito “ótimo” ou “bom” foi atribuído a 50% do total de  rodovias avaliadas, índice puxado pelas rodovias federais, que 57% em “bom” ou “ótimo” estado. Apenas 1,7% das vias estaduais receberam conceito positivo.

Entre os itens analisados estão: estado geral, em que os trechos analisados tiveram 49,6% de avaliação péssima, ruim ou regular; pavimentação, com 44% de avaliação negativa; sinalização, considerada ruim, péssima ou regular em 33% da extensão avaliada, e geometria da via - que acumula avaliação negativa em 66,2% do trecho. A pesquisa identificou ainda que só 3,9 das rodovias tem pista dupla com canteiro central, contra 95,2% da extensão com pista simples com mão dupla. 

Além disso, foi analisado que 60,6% (2.676) da extensão analisada estão “desgastadas” e apenas 27,8% (1.224) tiveram a superfície considerada “perfeita”. Em 10% (440 km) foram encontrados trincas e remendos na malha, e em 70 quilômetros (1,6%) afundamentos, ondulações e buracos. Em 74% do total também foi identificada pintura da faixa central visível, percentual que chega a 75,2% quanto a faixas laterais. Já as placas de indicação, segundo a pesquisa, estão em 94,6% da extensão analisada.

Dos 854 quilômetros de rodovias do Estado que estão sob os cuidados de empresas, 22,7% (194 quilômetros) estão em ótimas condições. Já entre os 3.556 quilômetros sob responsabilidade do Poder Público, só 4,2% (148 quilômetros) receberam conceito “ótimo”, 42,2% (1.500 km) “bom”, 34,3% (1.221 km ) regular, 15,4% (547 km) ruim e 3,9% (140) péssimo.

PÉSSIMO OU RUIM

Receberam conceito “ruim”, as rodovias MS-240, que liga Inocência e Paranaíba; MS-276, entre Batayporã e Anaurilândia; MS - 306, que passa por Chapadão do Sul e Cassilândia; MS- 444, no município de Selvíria e MS-480, que cruza o Rio Paraná, próximo à divisa do Estado.